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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Atos 24 Comentários de Ron E. M. Clouzet

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Atos 24
Comentários  de  Ron E. M. Clouzet

O comandante, Cláudio Lísias, ao ouvir do pacto de 40 judeus para matar Paulo, tomou medidas para proteger seu prisioneiro, que era um cidadão romano. Ele o mandou ao governador Félix, em Cesaréia. Félix havia passado de escravo a governador com a ajuda de seu irmão, que era um dos favoritos do imperador Nero. Félix era conhecido por seu comportamento inescrupuloso e crueldade. Mas ele decidiu ouvir o caso de Paulo e convocou seus acusadores de Jerusalém.

Os dois discursos feitos neste capítulo não poderiam ser mais contrastantes. Tértulo, o astuto advogado que representava o Sinédrio, disse uma mentira atrás da outra – algumas ousadas, outras sutis – misturadas com bajulação ao governador. Paulo, em sua defesa, apresentou a pura verdade do caso. Félix podia ver através de mentiras de Tértulo e decidiu que os judeus não estavam colaborando em trazer luz para o julgamento. Ele interrompeu o processo e disse que iria esperar por um relatório pessoal do comandante Cláudio Lísias. Os judeus foram, então, forçados a sair.

Félix, um velho estrategista e mentiroso, ficou intrigado com Paulo. Sua esposa Drusila era judia, filha de Herodes Agripa. Eles decidiram ter um encontro privado com Paulo. Félix conhecia bem os ensinamentos e estilo de vida dos judeus, mas ficou intrigado com essa “fé em Cristo Jesus” (v.24). Paulo alegremente discorreu para o poderoso casal sobre a justiça de Deus, comportamento adequado, e o julgamento final do homem diante de Deus.

A maldade cruel de Félix era bem conhecida foi, e poucos, se houvessem, teriam ousado enfrentar o governador romano com a verdade. Mas Paulo não tinha medo de homens e viu nisso uma oportunidade para apelar para que Félix se reconciliasse com Deus. “Mostrou que esta vida é o tempo de preparo do homem para a vida futura.” Então, Paulo apontou-lhes o “grande sacrifício pelo pecado” e o fato de que Cristo tinha cumprido as exigências da lei (Atos dos Apóstolos , pp. 424, 425).

Félix sentiu-se culpado. Ele estava com medo do julgamento (v.25). Ele manteve Paulo sob custódia e ao longo dos próximos dois anos, falou com Paulo várias vezes sobre estas questões, mas nunca se rendeu. Mais tarde Félix foi chamado a prestar contas em  Roma por ter matado milhares de judeus e permitir saques das casas dos ricos [em Cesaréia], e foi removido de seu posto. Ele deixou Paulo na prisão para conseguir  favorecer sua imagem com os judeus, mas nunca mais ouviu uma mensagem de advertência para que se arrependesse. Como é trágico é o fim de quem adia o arrependimento!

Ron E. M. Clouzet

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