domingo, 19 de maio de 2024

Daniel 7 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 7
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 7 – O profeta Daniel recebeu uma visão de Deus onde viu quatro animais representando os impérios mundiais, seguidos pela visão do Filho do Homem (Jesus) recebendo poder e autoridade do Ancião de Dias (Deus Pai). Essa figura messiânica, o Filho do Homem, estabelecerá um Reino eterno e universal, como fora mostrado em sonho para Nabucodonosor em Daniel 2.

Tanto em Daniel 2 quanto em Daniel 7, a poderosa mensagem profética revela o destino das nações deste mundo e o triunfo final do Reino de Deus. Uma síntese de Daniel 7 nos auxilia na compreensão de sua mensagem:

• Daniel descreve a visão dos quatro grandes animais que representam quatro impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Cada um desses impérios tem sua época de domínio e opressão ao povo de Deus (Daniel 7:1-8).

• Daniel apresenta o clímax da mensagem profética: O Filho do Homem e o Reino Eterno. O tribunal celestial se reúne e o Filho do Homem é representado diante do Ancião de Dias, O qual recebe autoridade e domínio eterno sobre todas as nações, inaugurando o Reino de Deus (Daniel 7:9-14).

• Daniel oferece a interpretação da visão: Os reinos deste mundo serão sucedidos pelo Reino de Deus, estabelecido por Seu Filho – identificado como Filho do Homem (Daniel 7:15-28).

O apóstolo Paulo, em I Coríntios 15:25 nos dá uma visão neotestamentária de Daniel 7. Ali ele declara: “Pois é necessário que Ele (Cristo) reine até que todos os Seus inimigos sejam postos debaixo de Seus pés”. Esse inimigo inclui Satanás, os demônios, e inclusive a morte, o último inimigo a ser destruído (I Coríntios 15:26; Apocalipse 20:11-15).

Paulo e Daniel apontam para a autoridade e o domínio de Cristo sobre todas as coisas, tanto no presente quanto no futuro. Em Daniel 7, vemos a visão profética do estabelecimento do Reino eterno de Cristo, enquanto em I Coríntios 15:25, vemos essa autoridade sendo exercida continuamente até que todos os inimigos estejam subjugados.

Noutras palavras, Jesus não sossegará enquanto não resolver plenamente o problema do pecado causado por Lúcifer que, desde o Céu intenta usurpar Seu trono e destruir a verdade, e continua ainda aqui no mundo através de nações que buscam glórias e honras devidas unicamente a Deus (Daniel 7:25).

Diante destas informações, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sábado, 18 de maio de 2024

Daniel 6 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 6
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 6 – Sempre foi arriscado servir a Deus na política: Muitos perdem a salvação comprometendo princípios quando deveriam renunciar até a vida pelos princípios do reino de Deus!

Uma importante verdade, neste relato, é sobre o envolvimento de fiéis na política. Não é pecado ser político honesto e fazer política correta; o problema é corromper-se (Daniel 6:1-5). Daniel mostra que a pressão contra a fé é grande no meio político quando pretende-se viver centrado em Deus.

Outra verdade relevante é quanto à intolerância religiosa. Daniel 6 trata de um decreto real emitido pelo rei Dario, que proibia qualquer pessoa de fazer orações a qualquer deus ou homem, exceto ao próprio rei, sob pena de ser lançado na cova dos leões. Deparamo-nos assim com um exemplo de como decretos legais podem ser utilizados pelo poder estatal para impor sua autoridade e controlar práticas religiosas e comportamentos dos cidadãos.

No centro do conflito está a liberdade religiosa de Daniel e sua recusa em comprometer suas crenças em face da lei do rei. Daniel continuou a orar a seu Deus, conforme sua prática habitual, desafiando assim o decreto real. Sua conduta destaca a importância da liberdade religiosa como um direito humano fundamental, que vai além das leis estatais (Mateus 10:22; 22:21; Atos 4:19). A capacidade de professar e praticar a própria fé sem coerção ou punição estatal é essencial para a dignidade humana.

Daniel 6 oferece várias lições valiosas que podem ser aplicadas aos desafios contemporâneos relacionados à liberdade e à intolerância religiosa:

• Primeiramente, destaca a importância de proteger e preservar a liberdade religiosa como um direito humano fundamental, garantindo que os indivíduos tenham o direito de professar e praticar suas crenças sem medo de retaliação ou coerção.

• Em segundo lugar, alerta contra o perigo dos decretos legais que buscam restringir ou suprimir a liberdade religiosa em nome do controle estatal. Os governos devem ser cuidadosos ao promulgar leis que podem violar direitos fundamentais dos cidadãos.

• Por fim, a história de Daniel lembra-nos da necessidade de combater a intolerância religiosa em todas as suas formas (Daniel 6:6-15, 26), promovendo o respeito mútuo, a compreensão e a convivência pacífica entre pessoas de crenças diferentes.

Mais importante de tudo é que Deus livra Seus servos (Daniel 6:13-28). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Daniel 5 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 5
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 5 – A queda de Babilônia ocupa vários capítulos da Bíblia. Importantes profetas de Deus dedicaram-se a escrever sobre ela:

• Isaías 13:1-14:23; 21:1-10; 39:1-8; 43:14; 48:14-22.
• Jeremias 20:1-6; 21:1-8; 25:11-14; 27:1-22; 29:1-3; 32:1-5; 35:11; 39:1-18; 41:18; 42:7-12; 50:1-52:34.
• Ezequiel 17:11-21; 21:1-27; 26:7; 29:17-20; 30:24-25; 32:11.

Isaías previu que Babilônia seria devastada e não seria novamente habitada. Jeremias predisse que as águas de Babilônia secariam e que a cidade seria destruída, tornando-se um montão de ruínas. E, o próprio Nabucodonosor recebe a mensagem de que seu império teria um fim. Em seu sonho em Daniel 2, o rei da Babilônia ficou ciente, através da estátua com diferentes metais, que seu reino seria sucedido por outro inferior ao seu (Daniel 2:39).

Embora Nabucodonosor discordasse de Deus e intentasse mudar o rumo da história (Daniel 3), é Deus que muda a história do rei (Daniel 4). Apesar de toda investida contra o que Deus revelara, e a prepotência, arrogância e autoconfiança de Belsazar, aquilo que estava predito aconteceu a Babilônia (Daniel 5).

Em Daniel 5 o cumprimento foi quase simultâneo à profecia. Daniel interpretou a escrita na parede durante o banquete de Belsazar, filho de Nabonido. A interpretação do profeta foi uma profecia direta da queda iminente de Babilônia para os medo-persas naquela mesma noite festiva (Daniel 5:17-28). A profecia cumpriu-se quando o exército Dario desviou o rio Eufrates para entrar na cidade sem resistência e capturá-la (Daniel 5:29-31).

Esse evento é base para as profecias de João, no livro de Apocalipse. Considere:

• A escrita na parede pode ser vista como um prenúncio do registro celestial de ações humanas encontrado em Apocalipse 20:12.
• Enquanto Daniel descreve a sucessão de impérios terrenos e a soberania final de Deus sobre eles, Apocalipse mostra a batalha cósmica entre o Cordeiro e as forças do mal, culminando na vitória definitiva de Cristo e no estabelecimento de Seu reino eterno.
• Em Daniel 5, Belsazar é julgado por sua arrogância e profanação dos objetos sagrados do templo de Jerusalém. Da mesma forma, “BABILÔNIA, A GRANDE; A MÃE DAS PROSTITUTAS E DAS PRÁTICAS REPUGNANTES DA TERRA” (Apocalipse 17:5), “em apenas uma hora chegou a sua condenação” (Apocalipse 18:10) pelos mesmos motivos que a Babilônia histórica caiu (ver Apocalipse 17:1-18:24).

Conheçamos as profecias e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quinta-feira, 16 de maio de 2024

Daniel 4 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Daniel 4
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


DANIEL 4 – O relato deste capítulo desafia-nos a examinar as próprias atitudes em relação ao poder, questionando se estamos usando nossa influência para o bem ou para nossa própria glória egoísta.

Em Daniel 4, somos apresentados à figura imponente de Nabucodonosor, rei da pomposa Babilônia, cujo domínio estendia-se sobre vastas terras e povos. É essencial notar que Nabucodonosor personifica não apenas um monarca histórico, mas também um arquétipo humano universal: o poderoso, o influente, o elitizado. No entanto, sua história é marcada por uma jornada tumultuosa, culminando numa lição profunda de humilhação e redenção.

A narrativa inicia com Nabucodonosor desfrutando do esplendor de sua posição privilegiada na sociedade. Ele contemplava a grandeza de sua cidade imperial. Assim, logo no início, encontramos um eco da mentalidade contemporânea que muitas vezes associa o sucesso e a grandeza ao poder e à autoridade, à riqueza material e ao prestígio social.

Um sonho perturbador assolou o sono do rei, tratando de uma guinada surpreendente na sua existência: Sua queda iminente. Daniel, o profeta cativo, foi convocado a interpretar o sonho e advertiu-o monarca sobre o perigo que o aguarda caso não se arrependesse da soberba e injustiça. Aqui contém uma mensagem que ecoa nos salões elegantes da elite contemporânea:

• A verdadeira grandeza não reside na acumulação de poder e riquezas, mas na justiça, na humildade e no cuidado com os vulneráveis da sociedade.

A história do rei babilônico atinge seu clímax quando sua arrogância foi punida e ele ficou privado de seu reino, passando a viver como um animal selvagem, até reconhecer a soberania divina. Desta forma, a história de Nabucodonosor não termina com sua queda, mas com sua redenção. Após reconhecer a soberania de Deus, ele foi restaurado ao trono e expressou louvor ao Deus soberano. Isso nos lembra que...

• Não importa quão altos elevamo-nos na escala social, a verdadeira dignidade reside em nossa relação com Deus e na capacidade de reconhecer nossa humanidade compartilhada com outros seres humanos (Salmo 41:1-3).

A mensagem de Daniel 4 ressoa poderosamente nos círculos mais altos da sociedade contemporânea. Ela nos desafia a repensar nossas noções de grandeza, lembrando-nos que a verdadeira nobreza reside na humildade, na justiça e no serviço aos outros (Daniel 4:27; Provérbios 24:11-12; Tiago 1:27).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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quarta-feira, 15 de maio de 2024

Daniel 3 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica - Daniel 3

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Percepção espiritual e equilíbrio religioso são fundamentais à vitória em qualquer situação. Pessoas desprovidas de percepção não enxergam o perigo ou não distinguem o certo do errado. E, sem equilíbrio religioso, crentes tornam-se apáticos ou fanáticos.

Quase todo o povo de Deus estava exilado na Babilônia. Todos foram convocados para celebrar civil e religiosamente a megalomaníaca Babilônia. Exilados e livres de todos os lados compareceram na festa comemorativa.

A estátua era uma adulteração do sonho dado por Deus a Nabucodonosor, extrapolação da interpretação concedida através do jovem Daniel, em atendimento à oração por auxílio à vida de Daniel e seus amigos. No sonho, só a cabeça de ouro representava Babilônia; porém, a estátua fora feita inteiramente de ouro, além de não sugerir a pedra do sonho.

Adorar a estátua implicava reconhecer a eternidade de Babilônia e seus deuses, compactuar com a perversão dos planos divinos e ignorar a esperança do reino de Deus. Quase todos os judeus condescenderam e sacrificaram sua religião; somente três jovens permaneceram firmes em face da ameaça de serem queimados vivos na fornalha ardente.

Reflita: Por que Sadraque, Mesaque e Abde-Nego não cederam à pressão da massa ou à má influência do povo de Deus? Eles corriam perigo e poderiam, até, justificar sua atitude! Afinal, sem eles quem estaria na corte pagã brilhando nas trevas do pecado?

Qual segredo da firmeza deles?

• Percepção espiritual;

• Equilíbrio religioso.

Eles ganharam isso pela…

• …Consagração do corpo a Deus (Daniel 1);

• …Comunhão perseverante (Daniel 2).

Provavelmente sabiam que “o apetite pervertido faz com que o cérebro enfraqueça, de modo que os homens não possam pensar com argúcia e clareza, nem idear planos que levem ao êxito as coisas temporais; e muito menos poderão pôr um intelecto culto em suas transações religiosas. São incapazes de distinguir as coisas sagradas e eternas das que são comuns e temporais” (Ellen G. White).

Adoração adulterada. Decreto de morte. Idolatria. Rejeição aos princípios divinos. União do poder político com o religioso… – os ingredientes de Daniel 3 estão presentes em Apocalipse 13. Inclusive a promessa de Isaías 43:2 vista na vida dos três hebreus se cumprirá em Apocalipse 13.

Apenas quem tiver percepção espiritual e equilíbrio religioso não cederá à pressão do poder que intentará destruir aos fieis antes do advento de Cristo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

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