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domingo, 22 de março de 2015

I Coríntios 8 Comentários de Michael W. Campbell

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - I Coríntios 8
Comentários  de Michael W. Campbell

O apóstolo Paulo tem as mãos cheias com mais problemas dos membros da igreja de Corinto. Como o líder mais destacado da primeira geração de crentes, ele agora se volta para a questão preocupante dos “alimentos sacrificados aos ídolos” (v. 1, NVI). A resposta parece clara, porque os apóstolos haviam proibido que se comesse qualquer alimento que havia sido oferecido em sacrifício (veja Atos 15:20, 29).

Mesmo que esta exigência a respeito do estilo de vida do cristão fosse bem conhecida, Paulo se dirige àqueles que não tem comido carnes oferecidas aos ídolos, advertindo-os do perigo deles se sentirem bem consigo mesmos e se orgulharem acerca do seu comportamento. “O conhecimento traz orgulho”, adverte ele (vs. 1b, NVI). Este orgulho poderia se transformar em um ídolo. Ídolos são objetos feitos pelo homem ou práticas humanas que Satanás usa para criar divisão e prejudicar o crescimento espiritual (como observado anteriormente no capítulo 4). Paulo usa essa controvérsia para chegar a questões mais profundas sobre como os crentes cristãos devem tratar uns aos outros.

Esta situação me faz lembrar de um almoço de comunhão de uma igreja da qual era pastor na época, onde cada família colaborou com ao menos um prato. Um irmão já antigo na igreja, vegetariano convicto, passou a examinar cada prato e a admoestar os irmãos que não observavam restritamente os princípios adventistas de saúde. Ao questionar sua atitude, lembrei que não deveríamos ser tão exigentes e rígidos quanto ao não consumo de carne, especialmente com relação aos irmãos mais novos. E argumentei que mesmo Jesus comia peixe [e, como perfeito judeu, comia carne de cordeiro, ao menos na Páscoa]. Em resposta, este irmão zeloso, mas carente de tato, retrucou: “Jesus não tinha todo o conhecimento que temos hoje…”. A ousadia de tal afirmação ainda me surpreende até hoje.

O apóstolo Paulo observou temos de colocar nossas prioridades na ordem correta. Não é o que comemos que nos recomenda a Deus (v. 8). Um crente maduro vive de modo a não ser uma “pedra de tropeço para os fracos” (v. 9, NVI), os recém-chegados à fé. Quando Cristo é o centro de nossa vida, faremos de tudo para promover o crescimento espiritual dos irmãos.
Michael W. Campbell, Ph.D.

Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas


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