sábado, 19 de julho de 2014

Somos restauradores? Ezequiel 22

Lições de vida
Somos restauradores?

O povo judeu durante os anos passaram por muitas fases em suas vidas. Depois dos governos de Saul, Davi e Salomão, Israel foi dividido em Reino do Sul(Judá) e Reino do Norte(Israel) e muitos foram os reis que governaram, reis bons, reis ruins, reis que temiam o Senhor e reis que não tinham nenhum compromisso com Deus.

Passado algum tempo o Reino do Norte(Israel) foi invadido pelos assírios e o Reino do Sul(Judá) começou a ser perturbado por um rei da Babilônia chamado Nabucodonosor. Judá começou a sofrer muito e Nabucodonosor levou preso para o seu país o povo judeu, essa leva de judeus se deu em três partes: na primeira leva Daniel e mais um grupo de jovens formosos que existiam entre os judeus, depois um grupo de 10 mil pessoas e nesse grupo estava incluso o profeta Ezequiel e por fim na destruição de Jerusalém alguns outros judeus foram presos.

Passado mais outro tempo na Babilônia Ezequiel começa a profetizar, e quando chegamos no capítulo 22 de Ezequiel vemos a situação do povo: havia imoralidade, mentira, pecado entre os judeus, e chegando no verso 30 do capítulo 22, lemos que Deus procura alguma pessoa que esteja disposta a estar na brecha perante a presença dEle, mais o Senhor não encontrou ninguém, as pessoas não queriam saber de Deus.

Havia se tornado comum entre eles a prática da violência e de sua forma extrema de assassinatos, quando a Lei afirma: “não matarás”.Além disso o Senhor citou outras formas de iniquidade praticadas por eles, dando destaque: à idolatria;à desonra dos pais; à opressão de estrangeiros, órfãos e viúvas;aos sacrilégios e quebra do dia de descanso; à calúnia e à perversidade;à impureza sexual;ao adultério e ao incesto; ao suborno e ganhos ilícitos; à avareza e agiotagem.

Eles haviam se tornado portanto numa escória e não num metal precioso purificado, e por isso seriam fundidos pelo fogo do juízo do Senhor, e não pelo fogo purificador do ourives que separa o que é vil do que é precioso, porque não lhes interessava a eles, fazerem tal separação.

Os sacerdotes violentavam a Lei e profanavam as coisas santas, porque não oficiavam segundo aquilo que a Lei exigia em relação a todos os utensílios, sacrifícios e serviços do templo (v. 26).

Os príncipes (magistrados) davam sentenças de morte injustas para obterem lucro desonesto (v. 27).

Os profetas tinham visões falsas e adivinhavam mentiras em nome do Senhor, sem terem sido chamados por Ele.

O próprio povo em geral usava de opressão, roubo e violência, especialmente contra os pobres e necessitados, e oprimiam os estrangeiros (v. 29).

Vivemos dias semelhantes aos de Ezequiel em que o povo de Deus tem-se corrompido, tem praticado muitas coisas erradas e tem-se distanciado do Senhor.

Estar na brecha é necessário, mas nem todos querem ter esse privilégio. Quando queremos estar na brecha perante a presença de Deus existem algumas coisas a serem observadas para que depois não venhamos perecer. 

O Senhor  procura pessoas dispostas a fazer qualquer coisa por amor e obediência a Ele; “Busquei entre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse, mas a ninguém achei.” (Ezequiel 22:30) Quem não esta disposto a fazer coisas pequenas, nunca estará apto para fazer coisas grandes.

Deus procura pessoas que queiram correr alguns riscos; “...e se pusesse na brecha perante mim por esta terra...”. Quando estamos fazendo aquilo que Deus mandou que fizéssemos, muitas vezes vamos correr riscos, pois estar na brecha é tapar buraco, é o buraco da parede que se acertarem o alvo vai atingir você. Muitos podem ser esquecer de você, te acusar, o inimigo pode tentar te destruir, não saia da brecha, pois você se colocou na brecha perante a presença não do homem, mas de Deus.Ele procura pessoas que lutem por uma causa!


Somos restauradores de brechas?

Você está fazendo aquilo que Deus mandou, as coisas parecem dar tudo ao contrário? Pensa em desistir e sair da brecha? Não faça isso, lute por esta causa, pois o Senhor lhe dará vitória, e por você ter se colocado na brecha Deus pode salvar muitas vidas.

Reparadores de brechas - Ezequiel 22

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  - Ezequiel  22
Reparadores de brechas
Comentários  de  Ross Cole

A lista de pecados entre o povo de Deus é chocante: idolatria, assassinato, sacrifício de crianças, adultério, incesto, extorsão e suborno nos tribunais, roubo, opressão dos pobres pelos ricos e a negação do direito aos estrangeiros. A lista é extensa (v. 7-12) E o pior: a podridão começa de cima para baixo. Príncipes, sacerdotes e profetas são igualmente violentamente corruptos (v. 6).

Sem dúvida alguma Deus intervirá e aqueles que agora parecem tão valentes entrarão em colapso. Como o metalúrgico lança o metal impuro na fornalha de purificação, assim Deus reunirá o povo em Jerusalém e soprará fogo sobre ele e eles irão derreter (v. 18-22). Deste modo eles verão o tamanho do Seu desagrado. Não existe como eles possam ser poupados do julgamento divino,

No entanto, Jerusalém não é a própria cidade do Senhor? Não foi o próprio Deus quem estabeleceu os seus muros para manter o inimigo fora? Sim, mas não se deixe enganar. Aqueles muros, aparentemente firmes e fortes, na verdade já estavam comprometidos.

É necessário encontrar rapidamente alguém para reconstruir os muros enquanto ainda há tempo. E se os muros não estiverem ainda completos no momento em que eles forem necessários, então temos que encontrar alguém que se interponha na brecha, evitando, assim, que o desprazer de Deus seja derramado (v. 30).

Aparentemente, não há ninguém capaz de defender o caso de Israel. Não há ninguém qualificado. O que então pode acontecer, senão a desgraça?

No entanto, existe Alguém qualificado que aceitou ficar na brecha. Alguém cujo perfil foi vislumbrado pelos profetas. Ele é ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, o Único qualificado. Ele se posiciona na brecha, pondo fim ao desagrado de Deus e salvando a Israel.

Jesus ocupou o lugar em que o muro estava quebrado, recebendo sobre Si a ira de Deus sobre o pecado do mundo, dando uma oportunidade não só a Jerusalém, mas a todos que nEle crerem, de sobreviver à justiça que Deus aplicará a toda a terra (Gn. 18:25).

Mas eu também sou chamado para estar com Ele na brecha, orando por minha comunidade, por meu pais e pelo mundo. Não é esta uma honra e uma oportunidade maravilhosa?

Ross Cole
Avondale College, Australia


http://www.palavraeficaz.com/

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Não confie no poder dos homens - Ezequiel 21

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  - Ezequiel  21
Não confie no poder dos homens
Comentários  de  Ross Cole

Jerusalém e o santuário serão punidos. Não haverá escapatória para justos ou ímpios. O terror alcançará a todos. A espada está fora de sua bainha e não será colocada de volta até que os caldeus retornem para a Mesopotâmia, lugar de onde Abraão viera.

Ezequiel geme pelas ruas e quando as pessoas perguntam: “Por quê?”, ele explica que todos os corações se derreterão de medo, toda força de vontade se esvairá, e todos os joelhos se tornarão fracos quando esse dia chegar. A espada é afiada e ceifa em todas as direções. Não há nenhuma maneira de escapar. Os sinais e as previsões podem fazê-los se sentir seguros, continua Ezequiel, mas os sinais são mentirosos e as previsões falsas. É você, Jerusalém, que o rei de Babilônia vai atacar primeiro. E depois, os amonitas.

“Mas a coroa”, a multidão grita, “a coroa [ou o cetro, v. 13] certamente nos salvará. O Senhor não prometeu que um filho de Davi governará Israel para sempre?” E Ezequiel responde: “Você acha que os príncipes escaparão da espada? O cetro é apenas um pedaço de pau que a espada cortará. A coroa será removida e não será recolocada, até que Aquele a quem ela realmente pertence venha.

Sim, a coroa permanecerá para sempre, mas somente na cabeça de Jesus, o verdadeiro Filho de Davi, o único que é perfeito.

A mensagem de Deus para nós, hoje, através de Ezequiel, é: não confie no poder dos homens porque ele é ilusório e passageiro. Mas confie no Messias, o Filho perfeito. Aquele que Se achega de forma suave, pedindo entrada em nosso coração, é o Único que tem poder e méritos para salvar.

Que a nossa oração hoje, e em todos os nossos dias neste mundo seja: “Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (Mt 9:27 NVI).

Ross Cole
Avondale College, Austrália


http://www.palavraeficaz.com/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Retrospectiva da desobediência-Ezequiel 20

Lições de Vida
Retrospectiva da desobediência e suas consequências
Ezequiel 20

Em Ezequiel 20, Deus faz uma retrospectiva da desobediência de Seu povo e das consequências disto.

Os primeiros versículos do capítulo nos mostram a elite de anciãos de Israel que vivia na idolatria, em fracassos moral e espiritual, querendo consultar o Senhor, por intermédio do Profeta, sobre as circunstâncias punitivas, que pairavam sobre Israel como Nação.

Pela boca do profeta, Deus faz sucinto relatório testemunhando seu amor e honra por Israel, como está no verso cinco: “Assim diz o Senhor DEUS: No dia em que escolhi a Israel, levantei a minha mão para a descendência da casa de Jacó, e me dei a conhecer a eles na terra do Egito, e levantei a minha mão para eles, dizendo: Eu sou o SENHOR vosso Deus;” Ezequiel 20:5.

A ênfase de Ezequiel está nas tentativas de Deus trazer a nação de volta para Ele. “Eu lhes dei os meus decretos e lhes tornei conhecidas as minhas leis, pois aquele que lhes obedecer viverá por elas.”(Ezequiel 20:11).

Todos os mandamentos e estatutos de Deus foram dados para nosso bem, para vivermos em paz e prosperarmos por eles. A atitude de alguém que busca a orientação de Deus e espera recebê-la, deve ser atitude de submissão e de obediência aos seus mandamentos.

Apesar da repetida apostasia de Israel, Deus permanece fiel a seu povo. Ele tem grandes planos para a sua futura restauração.Ezequiel 20:12 e 20 destaca que há uma aliança eterna  semelhante a uma aliança de casamento que deve ser para sempre.

O profeta Ezequiel novamente tem uma tarefa difícil e em uma parábola profetiza contra a Cidade Santa, Jerusalém. (Ezequiel 45-49)

 “A cidade de Jerusalém, na terra da Judeia, a qual é cheia de pessoas, como uma floresta de árvores; mas estas estéreis e infrutíferas, como geralmente são as árvores de lenha; e um aglomerado de pessoas más, comparáveis a feras que frequentam as florestas.”(Ez 47 a 49).

Essa floresta, que é Jerusalém, será queimada. Tanto as árvores secas e as verdes, ou seja, todos os tipos de pessoas, pobres e ricos, bons e maus. Não só Jerusalém saberá que o Senhor fez aquilo, mas até as nações vizinhas. As pessoas não deram crédito às profecias de Ezequiel.

Fica as lições deste capítulo para nós hoje, Deus espera que a nossa obediência a Ele seja motivada pelo amor e por uma apreciação inteligente do Seu caráter, pois nossa bondade própria nunca nos fará merecer um favor divino.  Precisamos ser fiéis aos seus mandamentos  para vivermos com saúde física, mental e espiritual.

Precisamos  reconhecer o amor de Deus para que não nos contaminemos com ídolos. Quando desobedecemos , Deus permite que experimentemos as consequências devastadoras para nos lembrar  da gravidade de nossos  pecados. Que  nossos infortúnios hoje, nos conduza a refletir no caráter de Deus e sua Lei e nos leve ao arrependimento antes que seja tarde demais!



Aprender com os erros dos outros, nos ajuda a evitá-los, mas se errarmos não há o que temer. Os olhos de Deus estão sobre nós para perdoar e não condenar. Se a Ele nos voltarmos certamente receberemos Sua benção.

Repetida apostasia- Ezequiel 20

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  - Ezequiel  20
Repetida apostasia
Comentários  de  Chawngdinpuii Chawngthu

Ezequiel 20 começa com a vinda dos anciãos de Judá a Ezequiel a fim de consultar a Deus. Porém Deus não aceita ser interrogado por eles por causa de obstinada recusa deles em andar nos Seus caminhos (v. 1-4). Em vez de responder a pergunta dos anciãos, Deus deixou-lhes uma tocante mensagem nos versos 5 a 44.A primeira parte da resposta divina é uma revisão da história de Israel a partir do período egípcio até a sua estadia na Terra Prometida. A mensagem destaca os hábitos rebeldes de Israel e a fidelidade e a bondade de Deus para com a nação (vv. 5-31). A história é descrita em quatro etapas: (1) no Egito (vv. 5-9), (2) a geração adulta no deserto (vv. 10-17), (3) a segunda geração no deserto (vv. 18 – 26), (4) e em Canaã (vv. 27-29).

Desde a sua concepção como nação, Israel tem constantemente se rebelado contra Deus. Dois dos pecados que se destacam são a idolatria e a profanação do sábado. Israel foi infiel, contaminando-se com ídolos em vez de dedicar-se inteiramente a Deus. Ela profana o sábado por não entender que o seu objetivo é servir como um sinal de que pertence ao Senhor (v. 12).

A segunda parte da mensagem fala da apostasia de Israel no tempo de Ezequiel, e inclui purificação e restauração (vv. 30-44). O povo de Deus não era menos idólatra do que os seus antepassados​​; eles estavam repetindo os mesmos pecados, incluindo o sacrifício dos filhos no fogo (v. 31). Mas Deus vai trazê-los de volta de seu cativeiro e pleiteará com eles face a face, como Ele uma vez confrontou seus antepassados​​ no deserto. Ele limpará a nação dos idólatras e rebeldes e, em seguida, renovará a sua aliança com os remanescentes (vv. 32-38). Após o período de castigo e purificação, Deus trará os israelitas de volta dos vários países para onde foram espalhados para uma terra restaurada, onde a verdadeira adoração será restabelecida e ídolos não serão mais adorados (vv. 40-44).

Apesar da repetida apostasia de Israel no passado bem como nos dias de Ezequiel, Deus permanece fiel a seu povo. Na verdade, Ele tem grandes planos para a sua futura restauração.

A longanimidade e a paciência de Deus para com o ser humano é vista claramente em Seu trato com o rebelde povo de Israel. Ele não lida conosco como  merecemos, pelo contrário, trata-nos com amor, porque esta é a Sua natureza.

Chawngdinpuii Chawngthu
Universidade Adventista Spicer
Índia


http://www.palavraeficaz.com/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Insensatez de um povo-Ezequiel 19

Lições de Vida 

Insensatez de um povo

Ezequiel 19 é um capítulo que narra a tristeza e frustração, porém Deus queria um final feliz para o seu povo e para a humanidade.

Deus comparou a nação de Judá a uma leoa que produzia filhotes que se tornavam leões, mas logo eram caçados e não rugiam mais.Se comparássemos os líderes das Igrejas aos leões, diríamos que alguns pararam de rugir e não mais “assustam” os inimigos, porém, destroem a si mesmos.

O profeta Ezequiel tinha a difícil tarefa de “rugir” profecias de condenação contra a leoa (a nação de Israel).Os líderes da Igreja são semelhantes aos líderes de Judá, ou seja, são comparados a leões. Jerusalém era uma vide florescente e frutífera. Mas se tornou, por sua maldade, como isca para as faíscas da ira de Deus.

A insensatez do povo de Judá e a influência de seus líderes fracos trouxeram a desgraça sobre a nação. Não se pode ser líder e ignorar a palavra de Deus:“Líderes de Deus jamais podem negligenciar o “Assim diz o Senhor” e seus princípios em detrimento da popularidade e aprovação.”

Cada individuo é responsável por seus atos, mas as ações de quem está no comando tem um poder tremendo.A desobediência produz tristeza não apenas em Deus, mas sobretudo em quem as pratica.

Para nós fica as lições de um povo que não obedeceu ao Senhor.Não vale a pena persistir no pecado, porque o resultado final é sempre a destruição. Neste mundo nenhum reinado é garantido, se você está de pé cuide-se para que não caia.O Senhor nos oferece de graça a felicidade, mas muitas vezes preferimos andar nos nossos próprios caminhos.

Devemos ser uma videira plantada junto às águas e que nossos líderes estejam ligados a Videira (Cristo Jesus) para que suas ações não sejam pedras de tropeço para muitos.

Entre leões e videiras- Ezequiel 19

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  - Ezequiel  19
Entre leões e videiras
Comentários  de Chawngdinpuii Chawngthu

Ezequiel 19 é um lamento sobre a queda dos monarcas em Judá e a desolação e cativeiro de Judá. Foi escrito em forma poética e compreende duas partes.

A primeira parte (v. 1-9) fala do fim trágico de dois dos últimos reis de Judá. Este reino é retratado como uma leoa criando seus filhotes (v. 2). O primeiro filhote, Jeoacaz, assumiu o trono após a morte de seu pai, Josias. Ele reinou apenas durante três meses, quando Faraó Neco II veio em 609 aC e carregou-o em cadeias para o Egito, onde morreu mais tarde em cativeiro (2Rs 23:31-34, Jer 22:11-12). O segundo filhote era ou Joaquim, que depois de um breve reinado de três meses, foi levado para a Babilônia em 597 aC (2Rs 24:8-15) ou Zedequias, que após ter seus olhos removidos foi levado para a Babilônia, preso com algemas de bronze, em 586 aC (2Rs 24:18-25:7).

A segunda parte deste capítulo (v. 10-14) lamenta o destino de Judá como nação. O reino agora é comparado a uma videira exuberante e seus reis como ramos frutíferos. A vinha foi “arrancada com furor e lançada por terra” (v. 12 NVI) retratando a devastação da terra e a deportação de seus habitantes para a Babilônia. Esta deportação ocorreu durante os reinados de últimos três reis de Judá: Joaquim, Jeoaquim e Zedequias. Ao tempo da última invasão, a terra tornou-se desolada, a cidade de Jerusalém, com seu templo, foi incendiada e a muralha da cidade, destruída. Com a deportação de Zedequias a linha davídica de reis chegou ao fim.

No momento em que Ezequiel escrevia esta profecia, a desolação completa da terra de Judá e a deportação de Zedequias ainda estavam por acontecer. Tivesse Zedequias aprendido com os erros de seus antecessores e atendido à Palavra de Deus, a cidade de Jerusalém e o Templo não teriam sido destruídos (Jr 38:17). Mas sua resistência obstinada resultou na queda de Judá e no fim da monarquia.

Não vale a pena persistir no pecado, porque o resultado final é sempre a destruição.

Chawngdinpuii Chawngthu
Universidade Adventista Spicer, Índia


http://www.palavraeficaz.com/

terça-feira, 15 de julho de 2014

A responsabilidade é pessoal- Ezequiel 18

Reavivados por Sua Palavra

A responsabilidade é pessoal
Leitura Bíblica  - Ezequiel  18
Comentários  de  Chawngdinpuii Chawngthu

Ezequiel 18 começa com um provérbio que era popular entre os exilados na Babilônia: “Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotam?” (v. 2 NVI). Os exilados acreditavam que o juízo que lhes havia acontecido era devido aos pecados de seus antepassados e não deles. E que não havia nada que pudessem fazer sobre isso. Eles falharam em reconhecer sua própria maldade e o papel que haviam desempenhado em trazer julgamento sobre si mesmos. Assim, acabaram acusando Deus de ser injusto.

Este conceito errôneo originou-se da má interpretação de passagens bíblicas tais como Ex. 20:5; 34:7 e Deut. 5:9-10 que falam que Deus castiga a iniquidade de uma geração até a terceira e quarta geração de seus descendentes.

O restante do capítulo refuta esse falso provérbio, demonstrando o princípio bíblico básico que “Aquele que pecar é que morrerá” (v. 4 NVI). Embora seja verdade que gerações seguintes, muitas vezes, sofrem as conseqüências dos pecados da geração passada, a culpa de seus antepassados não é transferível para eles. Cada um é responsável por seus próprios pecados ou erros cometidos e, assim, seus próprios atos serão a base da punição.

Para tornar claro que cada um é responsável por suas próprias escolhas e que ninguém é punido pelos pecados de outros, Ezequiel usa uma ilustração de três gerações.

Em primeiro lugar, um pai “justo que faz o que é certo e direito” (v. 5NVI). Deus diz dele: “Ele age segundo os meus decretos e obedece fielmente às minhas leis. Esse homem é justo; com certeza ele viverá” (V. 9 NVI). Em segundo lugar, seu filho ímpio “ladrão, derramador de sangue”. Este “não viverá” “o seu sangue será sobre ele”(v. 10-13 ARA). Em terceiro lugar, o neto justo  “que vê todos os pecados que seu pai comete e, embora os veja, não os comete”. “Ele não morrerá por causa da iniquidade do seu pai; certamente viverá” (v. 14, 17, NVI).

Deus é acusado de ser injusto pelos exilados (v. 25, 29), mas a Sua justiça é evidente em julgar cada pessoa de acordo com as escolhas que fez. Se um homem perverso se converter do seu mau caminho e fizer o que é certo, viverá; mas se um homem justo voluntariamente se afasta de justiça e faz o que é mal, ele morrerá (v. 21-28).

À luz de tudo isto, Deus pede a Seu povo que reconheça seus caminhos injustos e se afaste deles, porque Ele não tem prazer na morte do perverso, mas deseja o seu arrependimento para que ele viva (v. 23, 32). O urgente é para o arrependimento. Àqueles que atenderem é prometido “um coração novo e um espírito novo” (v. 31 NVI). E isto se chama GRAÇA!

Chawngdinpuii Chawngthu
Universidade Adventista Spicer, Índia


http://www.palavraeficaz.com/

A Responsabilidade Individual-Ezequiel 18

Lições de Vida
Leitura Bíblica : Ezequiel 18 
A Responsabilidade Individual

A Alma Que Pecar, Essa Morrerá (Ezequiel 18)

Num período de castigo nacional, teria sido fácil para os exilados tratar o pecado como um problema da sociedade ou da nação, sem reconhecer a responsabilidade individual. Sabendo que os pecados que levaram ao cativeiro foram cometidos ao longo de séculos pelos antepassados deles, seria ainda mais fácil transferir a responsabilidade da culpa aos outros. Assim, os pecadores ao redor de Ezequiel se sentiriam vítimas, e estariam sofrendo pelos pecados dos outros. Capítulo 18 do livro responde bem a este raciocínio.

Deus pergunta: “Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram?” (18:2). Ele continua dizendo que ia acabar com este pensamento, deixando bem clara a responsabilidade individual: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, jamais direis este provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá” (18:3-4).

No resto do capítulo, as ilustrações usadas pelo Senhor esclarecem este ensinamento importante. Ele apresenta vários casos para mostrar que a responsabilidade é individual, que ninguém herda o pecado ou a depravidade dos antepassados. Considere as ilustrações, acompanhando as leituras do próprio capítulo 18 sobre uma família de três gerações:

Primeira geração: Um homem justo cumpre a vontade de Deus e, por isso, vive (18:5-9).

Segunda geração: O filho do justo desobedece aos princípios de Deus e, devido ao seu pecado, morre (18:10-13).

Terceira geração: O neto do justo, filho do ímpio, decide não imitar os pecados do pai e vive conforme a palavra do Senhor. Ele não sofre as consequências do pai dele. Ele vive por ser justo diante de Deus (18:14-20).

Deus continua com mais alguns casos para mostrar a possibilidade da própria pessoa decidir mudar, assim mostrando a sua graça e justiça e o livre arbítrio do homem. Considere:

O pecador que se arrepende: Se um perverso (esta palavra significa pecador) se converter ao Senhor, deixando de viver no pecado, Deus perdoa seus pecados e ele vive (18:21-22,27-28). É exatamente isso que Deus quer, porque ele não quer a morte de ninguém (18:23,32; 2 Pedro 3:9). Aqui observamos um dos grandes erros daqueles que ensinam que Deus, na sua soberania e poder irresistível, predestina especificamente a salvação ou condenação de cada pessoa. Se ele fizesse isso, estaria mentindo ao dizer que ele não quer a morte de ninguém. Deus é justo e misericordioso, e deixa a escolha entre a vida e a morte com cada pessoa (18:30-31; cf. Deuteronômio 30:15; Mateus 7:13-14).

O justo que se desvia: Se um homem justo abandonar o caminho do Senhor para se tornar um pecador, ele não será salvo pelas coisas boas que fez no passado, será condenado pelo caminho errado que escolheu (18:24-26).

Muitas pessoas, até muitos líderes religiosos, tentam minimizar a gravidade do pecado e facilitar a iniquidade. Mas devemos entender que o pecado é fatalmente perigoso. Devemos lutar com tudo que somos para tirar o pecado da nossa própria vida, avisar os outros sobre o perigo do pecado, e manter a pureza da igreja do Senhor. Ezequiel entendeu estas lições. Nós, hoje em dia, precisamos muito da mesma convicção e determinação de expulsar o pecado do nosso meio. Que Deus nos ajude a amar o bem e odiar o mal. Lembremos: Deus não tem prazer na morte de ninguém. Ele quer que todos se convertam a ele (18:23,32). (por Dennis Allan)
***********
Ezequiel quer pontuar justamente que o indivíduo é responsável por sua própria conduta diante de Deus. Paremos de arranjar desculpas para nossos erros e vamos assumir nossas responsabilidades, vamos parar também de nos culpar achando que Deus é injusto e tirano, punindo outros pelas coisas que nós fizemos. Lembremos sempre de como o capítulo 18 de Ezequiel termina, com um apelo de um Pai que ama Seus filhos e os quer achegados.

"Portanto, ó nação de Israel, eu os julgarei, a cada um de acordo com os seus caminhos; palavra do Soberano Senhor. Arrependam-se! Desviem-se de todos os seus males, para que o pecado não cause a queda de vocês.Livrem-se de todos os males que vocês cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam morrer, ó nação de Israel?Pois não me agrada a morte de ninguém; palavra do Soberano Senhor. Arrependam-se e vivam!(Ezequiel 18:30-32)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Parábola das duas águias- Ezequiel 17

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Ezequiel  17
Parábola das duas águias
Comentários  de  Pr Mohanraj Israel

Este é o terceiro capítulo seguido que nos apresenta uma parábola. Na maioria das vezes as parábolas bíblicas são muito óbvias em seu significado. Muito poucas têm significados ocultos. Quando Jesus falava em parábolas, a maioria delas tinham significado claro. Mas em algumas outras os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: “Senhor, diga-nos, o que é que essa parábola quer dizer?”

A mesma coisa é verdade a respeito das parábolas do Antigo Testamento. Na maioria das vezes no AT uma parábola é muito óbvia em seu significado.

As parábolas de Ezequiel 15 e 16 são fáceis de entender. Porém a do capítulo 17 não. É por isso que o versículo 2 diz: “Filho do homem, propõe um enigma e usa de uma parábola para com a casa de Israel” (ARA). É uma parábola, no sentido que ela tem significados espirituais, mas é um enigma no sentido de que precisa ser explicada.

Na ilustração de Ezequiel uma águia gigante quebrou o topo de um jovem cedro e o levou para uma terra diferente. De fato, em 597 aC Babilônia capturou Joaquim, rei de Judá, juntamente com o melhor do povo de Jerusalém, e levou-os para a Babilônia.

Retornando à terra do cedro, a águia plantou uma semente nativa que cresceu e se transformou em uma videira. Ela não cresceu muito, mas se manteve obediente à águia. Ou seja, retornando a Jerusalém, Babilônia nomeou outro membro da família real de Judá, Zedequias, como rei em lugar de Joaquim. Zedequias recebeu uma limitada independência após ter jurado submissão a Babilônia.

Em seguida, outra águia gigante, tão impressionante quanto a primeira, aparece em cena, e a videira de baixa estatura transfere sua lealdade (suas raízes) a esta nova águia. De fato, Zedequias se rebelou contra a Babilônia através da celebração de um tratado militar anti-Babilônia com o Egito. A primeira águia (Babilônia), portanto, arrancou a videira com suas raízes e cortou seus frutos e galhos, deixando-a murchar e morrer. Babilônia destruiria Jerusalém e levaria Zedequias ao exílio humilhante onde ele morreria.

A interpretação de Ezequiel da ilustração dá ênfase especial à traição de Zedequias ao quebrar o tratado com a Babilônia (v. 18, 19). Zedequias tinha feito um juramento de fidelidade a Nabucodonosor, em nome do Senhor Jeová, mas quebrou esse juramento ao buscar ajuda do Egito. Como castigo ele foi levado cativo para a Babilônia.

Por último, Ezequiel, mostra que Deus, não uma águia, vai retirar o topo de um cedro (v. 22). Ele vai plantá-lo no topo de uma montanha, onde se transformará em uma árvore enorme e magnífica, trazendo benefícios para aves e animais de todos os tipos.

A partir da linha davídica de reis, Deus tomará um rei, o Messias, e por meio dele estabelecerá um reino que trará bênçãos a todo o mundo. Árvores altas e verdes secarão, mas a árvore de Deus florescerá. Nações como a Babilônia e o Egito perecerão, mas o reino de Deus será exaltado.

Ao empreendermos as nossas atividades hoje lembremos de colocar o Messias em primeiro lugar em nossas vidas. Aqueles que estão unidos a Ele hoje participarão de Seu reino para sempre.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

http://www.palavraeficaz.com/

domingo, 13 de julho de 2014

Infidelidade X Salvação-- Ezequiel 16

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Ezequiel  16
Infidelidade X Salvação
Comentários  de  Pr Mohanraj Israel

Neste capítulo temos a mais longa alegoria de toda a Bíblia. A prostituição é a metáfora mais frequente nesta alegoria e, através dela, a infidelidade de Jerusalém ao Senhor é comparada à imoralidade de uma prostituta. A figura da prostituta, espiritualmente falando, é recorrentemente usada no Antigo Testamento para se referir à prática de Israel de seguir a outros deuses. Palavras como prostituição, promiscuidade, lascívia, depravação, imoralidade, são usadas muitas vezes neste capítulo para descrever a falta de fidelidade de Judá a Deus.

A história de Jerusalém, narrada como um conto figurativo de uma menina que nasce e cresce até a maturidade, é apresentada para expor os pecados de Israel. Esta menina não havia nascido em uma família carinhosa normal*; não havia recebido os cuidados que um recém nascido obtinha no antigo Oriente Médio (v. 3-5). Cortar o cordão umbilical, a lavagem com água, esfregar com sal, envolvimento com panos – eram práticas de parteiras palestinas que têm sido observadas entre os camponeses árabes modernos.

Depois de estabelecer a Sua aliança, o Senhor transformou Jerusalém de uma existência marginalizada a uma propriedade real (banhada, vestida, adornada, v. 9-11), apta a ser uma rainha (v. 13). A fama de Jerusalém se espalhou entre as nações, o que aponta para o esplêndido reinado de Israel na época de Salomão. Entretanto, confiou em sua formosura e se entregou à imoralidade espiritual (v. 15-59), a ponto de se tornar mais depravada que Sodoma e Samaria (v. 46-48).

Por incrível que pareça, apesar da longa história de maldade de Jerusalém, a alegoria deixa claro que Deus não a rejeitará para sempre (v. 60-63). Seu cativeiro vai acabar e Deus vai honrar sua antiga promessa de restabelecer a Sua aliança com ela, torná-la pura novamente, protegê-la e elevá-la. Israel será perdoado e declarado justo novamente.

A alegoria aponta também para o fato de que, além da restauração de Jerusalém, Deus um dia perdoará muitas outras pessoas de seus pecados, e que Ele acabará por estabelecer uma existência onde a justiça prevaleça e a rebelião contra Ele não mais existam.

É encorajador perceber que, se estamos em Cristo, já vivemos nessa “aliança eterna”. Nosso futuro lar é a Nova Jerusalém, que vamos alegremente habitar em cumprimento desta promessa de fidelidade da parte de Deus. Lá não haverá nenhuma das abominações – arrogância, materialismo, idolatria – que causaram morte e desolação (espiritual e literal) nos dias de Ezequiel. Mas será novamente a morada de Deus com o Seu povo, um verdadeiro lar eterno para os santos.

Este final feliz para a alegoria, entretanto, não é a única parte que tem significado para nós. A história do pecado de Jerusalém é também um espelho do nosso próprio estado passado. Quando pecamos, estávamos nos voltando contra Deus, que ama e cuida de nós; nos fizemos indignos de Seu socorro.

Quando O ignoramos e até mesmo nos rebelamos abertamente contra Ele imitando aqueles que admirávamos no mundo não agimos melhor do que a prostituta Jerusalém. Fizemos assim porque não admiramos e imitamos o Filho de Deus.

No entanto, sempre houve uma esperança para nós, porque Deus ainda nos ama. Não importa quanto tenhamos nos degenerado, nunca estamos tão longe que não possamos ser resgatados, bastando responder pela fé ao chamado de Deus.
Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

* “Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus [v. 3]. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos pagãos da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. A semelhança do caráter era mais importante do que a mera descendência étnica (ver Jo 8:44). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 687.


http://www.palavraeficaz.com/

sábado, 12 de julho de 2014

Parábola acerca de uma videira -Ezequiel 15

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Ezequiel  15
Parábola acerca de uma videira 
Comentários  de  Pr Mohanraj Israel

Nos capítulos 15-17 temos três parábolas. Uma parábola é uma verdade envolta em uma história ou figura de linguagem. Boa parte do ensino de Jesus foi feito por meio de parábolas. Muitos dos profetas do Antigo Testamento, incluindo Ezequiel, também ensinaram desta maneira.

Ezequiel 15 é uma parábola acerca de uma videira. O profeta utiliza a metáfora da videira três vezes, ao longo de  cinco capítulos (15:1-8; 17:5-10; 19:10-14). O que a videira possui que a torna mais importante que outras árvores da floresta? Nada! Outras árvores produzem madeira útil, mas a madeira da videira é macia, frágil, torta, e, geralmente, de pequeno porte.

O único propósito da videira é dar frutos. Quando não dá fruto, é inferior a outras árvores. Então, se o povo de Deus perde o seu propósito distintivo de não dar frutos de justiça, então são mais inúteis do que as pessoas do mundo. Pela ótica da parábola, portanto, os judeus foram considerados inferiores a outras nações.

A palavra hebraica aqui para videira indica um ramo que só é útil quando está dando frutos. A madeira não é útil o suficiente para qualquer outra finalidade a não ser para alimentar o fogo. Portanto, como Israel não está produzindo frutos, o fogo do juízo de Deus é iminente. Ezequiel 15:8 diz: “Arrasarei a terra porque eles foram infiéis. Palavra do Soberano, o Senhor.” Se uma videira for frutífera, é valiosa, mas se não for frutífera, é sem valor e inútil – será lançada ao fogo. Isto simboliza a forma na qual Judá havia se tornado inútil para o Senhor e agora não servia para nenhum outro propósito além de ser queimado em julgamento.

Ezequiel muda aqui o sentido da metáfora bíblica da videira. Ela é geralmente uma imagem positiva na Bíblia (cf. João 15). Quando usada de forma negativa, apenas o seu mau fruto é condenado. Mas, agora, Ezequiel critica a própria natureza da videira: a inutilidade de sua madeira, em comparação com a madeira das outras árvores. Os moradores de Jerusalém são inúteis, diz ele, pela sua própria natureza!

Assim, o homem é capaz de produzir fruto precioso somente ao viver para Deus e para os outros; este é o propósito de sua existência. Se ele falhar neste aspecto, ele não tem qualquer utilidade e merece ser destruído. Isto se refere às pessoas que vivem no abandono total de Deus e da verdadeira religião!

Esta parábola é aplicada originariamente a Jerusalém. Porém, tomemos cuidados para que nós mesmos não vivamos de modo infrutífero. 

Acheguemo-nos a Cristo e busquemos permanecer nEle, praticando as Suas palavras.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia


http://www.palavraeficaz.com/

O que se espera do povo de Deus- Ezequiel 15

Lições de Vida

Texto bíblico para leitura- Ezequiel 15
O que se espera do povo de DEUS

Em todas as épocas, uma coisa que é cobrada daqueles homens e mulheres que se propõem a seguir os valores do reino de Deus, o fruto de suas atitudes. No texto bíblico de hoje, o profeta procura mostrar que o povo de Israel se torna povo de Deus à medida que trabalha para o bem do outro e pratica a justiça.

Este é um texto pesado, duro, em que o profeta anuncia palavras severas da parte de Deus. Isto acontece porque o povo de Israel é rebelde e desobediente; não procura seguir as orientações do Senhor, E, por isso, esse povo rebelde vai ser comparado neste texto à videira. (Ezequiel 15.1,2). A madeira da videira que só serve para ser queimada e servir de lenha, assim seria Israel se continuasse a desobedecer ao Senhor.

O profeta vai contradizer o que alguns israelitas alegavam, de que eram melhores do que outros povos, por serem de Israel. O profeta alerta que eles em nada são melhores, pois pecam como qualquer outro povo e desafia para que se transformem em instrumento útil nas mãos de Deus.O que o povo deveria fazer – Voltar à prática da justiça e realizar o bem, pois só assim passariam a ser pessoas de valor.

O objetivo da videira é dar frutos e não apenas madeira para a lenha. O profeta faz isso para mostrar que o povo de Israel, devido ao seu pecado e desobediência é comparado a uma madeira difícil de ser trabalhada, a uma madeira que não se pode moldar de acordo com a vontade do escultor.

A prática da justiça é um dos maiores desafios para o cristão de nosso tempo, mas, também, o era para o povo de Deus da época de Ezequiel. Deus nos desafia a praticar a justiça, a mudarmos nosso posicionamento e nosso estilo de vida, a fim de sermos instrumentos úteis nas mãos do nosso Criador.

Todos nós somos chamados para exercer uma responsabilidade como cristãos. Somos responsáveis uns pelos outros, pois o meu próximo é também meu irmão. Nossa vida tem que demonstrar sinceridade para com Deus e para com o próximo.

Se nos deixamos seduzir por nossos anseios e desejos, desobedecemos ao Senhor e nos tornamos rebeldes e desobedientes. É preciso que tenhamos um comportamento adequado aos valores do reino de Deus; é preciso que procuremos obedecer ao Senhor para que não soframos por nossos erros e escolhas malfeitas.

E preciso que abramos o nosso coração e mente para deixar o Espírito de Deus trabalhar em nós, Assim, necessitamos dar espaço para que Deus faça a sua vontade.

Precisamos estar alertas, pois o pecado não está relacionado apenas a sexo, roubo, mentira, mas tem a ver, também, com o egoísmo, indiferença, arrogância e avareza e necessitamos nos libertar de tudo aquilo que tem nos impedido de realizar a vontade de Deus e que tem impedido que Deus realize a sua vontade em nós; só assim poderemos escapar do destino que é dado à madeira da figueira.

O valor das pessoas não está na sua descendência, mas nas atitudes que realizam; não basta dizer quem é, tem que demonstrar isso com atos. Não basta apenas dizermos que somos cristãos e pertencemos à igreja tal e temos esse ou aquele cargo. É necessário que as pessoas, ao nosso redor, percebam isso, principalmente, pela prática da justiça e do amor.


Precisamos ser pessoas que se deixem trabalhar pela ação de Deus, devemos nos moldar pelo sofrimento do outro, pois a necessidade e carência de nosso próximo têm de nos levar a atitudes que mudem nossa maneira de agir e pensar, alinhando-a a vontade de Deus.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Justiça de Deus-Ezequiel 14

Lições de Vida
Leitura bíblica-Ezequiel 14
Justiça de Deus

O teor da profecia deste capítulo é o mesmo do vigésimo capitulo, porque o Senhor se levantou contra a prática de pessoas que viviam na impiedade, e que vinham consultar profetas, como costumam se dar à referida prática aqueles que sendo do mundo, consultam cartomantes, quiromantes, necromantes e feiticeiros, com a finalidade de lhes revelar o que lhes reserva o futuro. 
 
Quando se tem tal hábito abre-se uma grande brecha no mundo espiritual para que espíritos enganadores operem, até mesmo por permissão do Senhor, para que sejam enganados, aqueles que em vez de darem ouvidos à Sua verdade revelada na Bíblia, desejam andar de acordo com as inclinações do seu coração corrompido pelo pecado.

O diabo sempre terá o maior prazer de dizer às pessoas as coisas que elas desejam ouvir.

Por isso o Senhor repreendeu os judeus que vinham a Ezequiel consultá-lo acerca do que sucederia no futuro, porque o espírito com que consultavam Ezequiel era o mesmo espírito com o qual consultavam os falsos profetas.

Eles não desejavam conhecer a verdade para praticá-la, mas somente satisfazer à curiosidade dos seus corações, e procurarem saber o que ocorreria no futuro, para que pudessem se prevenir de tomarem decisões que lhes pudessem prejudicar.

Tal como uma mulher ou um homem consultam adivinhos para saberem se devem se unir ou não a determinada pessoa, por temerem algum mal ou traição que possam vir a sofrer da parte delas no futuro.

O serviço ao Senhor não consiste nestas práticas abomináveis.

Servi-lO consiste em andar em retidão conforme a Sua vontade revelada na Sua Palavra.   

Ainda que eles reconhecessem que Ezequiel era um homem santo, alguém enviado da parte de Deus para desviá-los de seus maus caminhos, e caso não se arrependessem, nem isto lhe serviria para livrá-los dos juízos do Senhor, senão somente para agravá-los, porque mesmo diante do reconhecimento de estarem diante de alguém santo, nem com isto se arrependeram.

Por isso o Senhor lhes disse por duas vezes neste capítulo, através do profeta, que ainda que Jó, Daniel e Noé estivessem vivendo no meio de Jerusalém, nem assim Ele perdoaria o pecado dos judeus e deixaria de destruí-los, por que faria com os três o que fizera com Ló em Sodoma e Gomorra. Ele os salvaria da destruição por causa da justiça deles, que é notoriamente reconhecida na Bíblia, pelo testemunho de vidas retas que tiveram, mas depois de livrá-los, destruiria Jerusalém conforme estava determinado para ser cumprido; tal era impiedade dos judeus daqueles dias.     

Então é preciso aprender disso tudo, que não é uma boa prática esta de se viver à cata de profetas e profecias, enquanto se anda fora da comunhão com o Senhor. Profeta não é adivinho para corações curiosos e interesseiros. De modo que o Senhor afirma nos versos 10 e 11 deste capitulo:

“10 E levarão o seu castigo. O castigo do profeta será como o castigo de quem o consultar;
11 para que a casa de Israel não se desvie mais de mim, nem mais se contamine com todas as suas transgressões; mas que sejam eles o meu povo, e seja eu o seu Deus, diz o Senhor Deus.”

Por :Pr Silvio Dutra

Deus mencionou três homens: Noé, Daniel e Jó, como exemplos de retidão, mas suas vidas só servem como exemplo para eu e você buscarmos nossa própria experiência com Deus. (Ezequiel 14:14-20 )
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...