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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Atos 26 Comentários de Ron E. M. Clouzet

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Atos 26
Comentários  de  Ron E. M. Clouzet

Paulo nunca poderia arranjar um encontro com o governador e o rei para lhes apresentar o evangelho. Mas Deus pode qualquer coisa. O rei Agripa estava bem informado sobre todas as questões judaicas, então Paulo poderia ter falado aberta e diretamente sobre as questões jurídicas que supostamente o trouxeram a julgamento. Mas em vez disso, Paulo contou sua história de conversão desde que era um membro do Sinédrio, enviado para caçar e destruir os cristãos, até se tornar um apóstolo de Jesus, comissionado a buscar e salvar o que estava perdido.

Paulo procurou impressionar o rei e os presentes mostrando a mudança radical de um homem que uma vez estava cheio de ódio hipócrita para alguém cujos olhos se abriram ao vasto oceano do amor de Deus. Os presentes tinham ouvido falar de Jesus e de Seus seguidores, mas nunca tinha ouvido uma história que os deixasse extasiados como esta, da mudança radical na vida de um homem. Uma luz mais brilhante que o sol? Uma Voz se dirigindo a ele pelo nome? Uma ordem para alcançar os gentios, “para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé” em Cristo? (v. 18 NVI) Que história notável!

Então, Paulo chegou ao ápice do seu discurso. “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (v. 19 NVI), disse ele. Após receber a visão, Paulo começou a compartilhar Jesus imediatamente, onde quer que fosse. É por isso que os judeus queriam vê-lo morto. Mas tudo o que ele fez foi ajudar a cumprir aquilo que “o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os gentios” (v 23 NVI). Em outras palavras, Paulo não havia inventado tudo aquilo. Séculos antes Deus já tinha planejado que a história de Cristo fosse contada ao redor do mundo, para que todas as pessoas “se arrependessem e se voltassem para Deus” (v.20 NVI).

No crescente da oratória e apelo de Paulo, Festo interrompeu, provavelmente um pouco envergonhado pelo poder deste prisioneiro de dominar a atenção de todos. Paulo educadamente disse ao governador que o que estava dizendo era “verdadeiro e de bom senso” (v.25). Então, Paulo, voltando-se para o rei, fez seu último apelo: “Rei Agripa, crês nos profetas? Eu sei que sim”(v. 27 NVI). Quando o rei disse que Paulo quase o fizera um crente em Jesus, o apóstolo, com genuína paixão, articulou seu desejo de que todos dentre seus ouvintes daquele dia, se tornassem tão livres e alegres em Cristo como ele era, apesar de suas correntes.

O rei Agripa II foi o último da dinastia dos Herodes [e aparentemente não aceitou a Cristo como seu salvador pessoal]. Nunca mais um rei judeu teve a grande chance de se arrepender.

Jesus certa vez disse: “vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês”(Mt 10:18-20 NVI). Isto é o que aconteceu naquele dia.
Ron E. M. Clouzet


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Atos 24 Comentários de Ron E. M. Clouzet

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Atos 24
Comentários  de  Ron E. M. Clouzet

Este capítulo nos prepara para o próximo, quando Paulo fala a Festo, na sua primeira semana como governador. Paulo tinha sido mantido sob custódia por dois anos. Tendo Festo percebido que algo não estava certo na insistência dos judeus em querer que Paulo fosse julgado em Jerusalém, ele lhes disse que Paulo ficaria em Cesaréia, e se eles quisessem prestar queixa, eles poderiam vir até ele nesta cidade (v. 4, 5).

As acusações eram falsas, Festo percebeu isto e viu nelas o ódio veemente que os judeus tinham por Paulo. Mas tentou um acordo, perguntando a Paulo se ele estaria disposto a ser julgado pelo Sinédrio. Paulo sabia que esta seria sua sentença de morte, pois eles já haviam conspirado para matá-lo antes, quando ele estava em Jerusalém.

Então, como um cidadão romano, Paulo apelou para César. Se um cidadão romano sentisse que não estava recebendo justiça em um tribunal provincial, ele poderia apelar para que o próprio imperador ouvisse o seu caso. E Festo acatou o pedido de Paulo. Isso deve ter frustrado profundamente os inimigos de Paulo. Eles não conseguiam entender por que eles não conseguiam matar este homem. Eles falharam em Jerusalém e diante do governador anterior. Agora falharam novamente. Obviamente, Deus ainda tinha trabalho para Paulo fazer.

Quando o rei Agripa II – rei da Galiléia e da Pereia, veio apresentar seus respeitos ao novo governador, Festo lhe contou sobre o caso de Paulo.

Enviar Paulo a Roma não era tão simples: as acusações contra um cidadão romano tinham que ser acompanhadas de uma carta claramente escrita descrevendo as acusações, e Festo estava com dificuldades em acusar Paulo! Agripa tornou-se interessado em ouvir o próprio Paulo, que havia se tornado famoso por seus feitos em nome de Cristo e pelo ódio intenso que seus inimigos judeus nutriam contra ele.

Preste atenção nos contrastes! Entra em cena o rei, vestido de púrpura, e sua esposa Berenice, com toda a pompa de apresentação real e acompanhantes. Em seguida, vem Festo, vestido com a cor escarlate do governador, e a comitiva de comandantes da cidade seguem atrás dele, com suas armaduras reluzentes. Por último vem Paulo, um despretensioso seguidor de Cristo, algemado. Entretanto, toda a atenção estava dirigida para este último homem.

Ron E. M. Clouzet

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