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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Números 35 Comentários: Fred Knopper



Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica: Números 35
Comentários: Fred Knopper

Tal como em muitos outros capítulos que vimos, as instruções de Deus em Números 35 são específicas e detalhadas. A terra prometida deveria ser dividida e cada tribo receberia uma porção, à exceção da tribo de Levi. Os levitas eram os sacerdotes que deveriam ministrar a toda a nação. Assim, Deus indicou que eles deveriam viver entre as tribos. Um total de 48 cidades seriam concedidas à tribo de Levi, seis delas designadas a ser cidades de refúgio.

"As cidades de refúgio achavam-se distribuídas de tal maneira que ficavam dentro do raio de meio dia de viagem, a partir de qualquer lugar da terra. As estradas que a elas se dirigiam deviam sempre ser conservadas em bom estado; ao longo de todo o caminho deviam ser erguidos postes com placas, trazendo em caracteres claros e flagrantes a palavra - "Refúgio", a fim de que o fugitivo não tivesse de deter-se por um momento sequer." (Patriarcas e Profetas, p. 515 ).

Qual o propósito destas cidades de refúgio? Suponha que você estivesse cortando lenha com um amigo e seu machado voa do cabo e o mata. Isso seria um ato de homicídio não intencional (ver Dt 19:5). Por tal ato um parente do seu amigo poderia vingá-lo matando você. Mas você poderia escapar dele fugindo para uma cidade de refúgio. Enquanto você estivesse lá sua vida seria preservada.
Não se levantam dúvidas aqui quanto ao que Deus quis dizer com assassinato. Este capítulo define cuidadosamente a diferença entre homicídio doloso, intencional - motivado por ódio e raiva - e homicídio culposo, não intencional. Havia graça para uma morte causada por acidente. Mas assassinato cometido por motivo de ódio e raiva deveria sempre receber a pena de morte, desde que houvesse pelo menos duas testemunhas.

O ódio é o pecado em uma de suas piores formas e por isso é instigado e propagado pelo diabo. De acordo com Jesus, aqueles que se deixam tomar por ódio e raiva são também culpados de assassinato.

"Você já ouviu os escribas e fariseus te dizerem para não matar e que se você fizer isso vai ser responsabilizado pelos tribunais por cometer assassinato. Eles estão certos. Mas eu digo a você que mesmo se você não matar, mas odiar tanto a alguém a ponto de desejar matá-lo, você será responsabilizado pelo tribunal celeste como se você realmente tivesse cometido assassinato. E mais, se você tratar alguém com desprezo porque você acha que é melhor do que ele, você nunca receberá a vida eterna "(Mt 5:21-22 v. Clear Word).

A questão mais importante aqui não é opor homicídio ao assassinato, mas, sim, o ódio ao amor. Se uma pessoa se empenha em ódio e raiva, que mais Deus pode fazer para salvar essa pessoa? O que mais Deus poderia ter feito para recuperar Lúcifer? O ato de homicídio intencional, demonstra uma rejeição da graça de Deus e uma resistência à súplica do Espírito Santo. O objetivo de Deus em instituir a pena de morte era limitar o ódio e assassinato entre Seu povo escolhido.

"A segurança e pureza da nação exigiam que o pecado de homicídio fosse severamente punido. A vida humana, que apenas Deus podia dar, devia, de maneira sagrada, ser guardada. As cidades de refúgio designadas ao antigo povo de Deus, eram símbolo do refúgio provido em Cristo. O mesmo Salvador misericordioso que designara aquelas cidades temporais de refúgio, proveu pelo derramamento de Seu próprio sangue aos transgressores da lei de Deus um retiro seguro, aonde podem eles fugir em busca de garantia contra a segunda morte. Nenhuma força pode tirar de Suas mãos as almas que a Ele recorrem em busca de perdão" (Patriarcas e Profetas, p. 516).

Fred Knopper

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