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domingo, 31 de agosto de 2014

Oséias 5 Comentários

Lições de Vida

Leitura Bíblica- Oséias 5
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Dar as costas a Deus impede qualquer tipo de cura para o coração e a alma.

Note que,

1. Israel conduz Judá ao pecado (vs. 1-7). Deus revela que a culpa do pecado é dos sacerdotes, das pessoas e dos príncipes. O povo de Deus havia cometido fornicação religiosa, adultério espiritual.
2. Israel e Judá enfrentam a ira de Deus (vs. 8-15). Deus faz justiça a fim de corrigir a injustiça. Por causa da fornicação e adultério religiosos Israel e Judá seriam assolados por Deus mediante invasão militar.

A profecia cumpriu-se quando assírios invadiram Israel em 725 a.C. e tomaram Samaria em 722, e, quando destruíram as cidades fortificadas de Judá, exceto Jerusalém, em 701 a.C. Israel e Judá fizeram aliança com a Assíria, mas sem sucesso contra a ruína (vs. 13-14). Contudo, Deus aguarda um arrependimento (v. 15).

Este capítulo encerra com uma nota positiva diante de tantas coisas negativas da vida religiosa e prática do povo que pertencia a Deus. É apresentado a intensão de Deus em meio à disciplina de Seu povo. Deus toma a decisão de esperar pelo arrependimento (v. 15) quando antes fora dito: “Eles não conseguiriam voltar para Deus nem se o quisessem” (v. 4 AM).

Depois de permitir que Seu povo sofresse as consequências de suas perversões, Deus voltaria “ao seu lugar [para] esperar Israel e Judá confessarem os pecados e buscar a sua face” (William MacDoanld).

Que lições há para nós hoje desse texto inspirado?

1. Quando a liderança afrouxa na piedade, o povo descamba para a imoralidade;
2. Quando o pecado se torna mais atrativo que servir a Deus, as consequências funestas do pecado trazem angústias e aflições;
3. Quando se ignora a Deus, Ele se afasta e retira Sua proteção, deixando que o mal tome conta;
4. Quando a religiosidade é parcial, o juízo de Deus é total – Deus não suporta mornidão espiritual;
5. Quando o povo de Deus, a igreja, decide pelo pecado após todas as tentativas divinas de atração, Deus senta e pacientemente espera por arrependimento;
6. Quando em nenhum lugar há solução, Deus sabe e avisa que ainda Ele é a única salvação para quaisquer situações.

Por que deixar Deus te esperando, sendo que Ele é tua única esperança?

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 “Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

Comentários bíblicos de Gênesis até hoje você encontra em:

Oséias 5 Comentários Yoshitaka Kobayashi

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Oséias 5
Comentários  de  Yoshitaka Kobayashi

A mensagem profética contra os pecados dos sacerdotes do Israel do norte começa em Oséias 4:4. Neste quinto capítulo, começando com o versículo 1, esta mensagem de julgamento não é dirigida apenas aos sacerdotes, mas também ao rei e os altos oficiais do reino de Israel. Era um anúncio do juízo vindouro.

Eles tinham feito locais de adoração de ídolos em Mispa e na encosta do Monte Tabor (5:1). Aqueles que inventaram a adoração do bezerro de ouro e o rei que introduziu a adoração de Baal em Israel não hesitaram em abater os verdadeiros adoradores de Deus (5:2). A causa desta maldade e degradação era a adoração de ídolos e o espírito de devassidão sexual. Sua desobediência intencional contra Deus em fazer o bezerro de ouro e a introdução em Israel do culto ao Baal de Sidom eram uma rejeição direta das instruções de Deus e Sua lei. E eles ainda queriam que Deus os escutasse! Tais adoradores não tinham capacidade de estabelecer uma verdadeira relação de amor com Deus (5:4).

O final do versículo 7 [Agora suas festas de lua nova os devorarão, NVI] pode ser lido: “Um mês os devorará e à sua herança.” Um mês judaico tinha 30 dias e estes 30 dias poderiam ser interpretados profeticamente como 30 anos, cada dia por um ano. De fato, do final do reinado de Jeroboão II (753 aC) até a destruição de Samaria (722 aC) e cidades circunvizinhas se passaram cerca de 30 anos. Oséias 5:8-9 ressalta a certeza da vinda da Assíria para destruir o reino do norte de Israel (5:13).

Por outro lado, Judá, o reino do sul, também se tornara uma nação de adoradores de ídolos como Israel (5:10, 12, 14). Para eles, Deus seria como uma traça que se alimenta de roupas, e tornar-se-ia a causa da podridão que faria a comida intragável. Ele também seria como um leão forte, que ataca pessoas e gado, e ninguém seria capaz de salvá-los deste Leão.

Enquanto eles não reconhecessem seus pecados e buscassem o perdão de Deus, Ele não poderia abençoá-los, nem poderia restaurar um bom relacionamento com eles como seu Criador e Redentor (5:15).

Deus está sempre disposto a Se relacionar conosco. Precisamos reconhecer que santidade como um povo significa nossa dedicação total a ele.

Yoshitaka Kobayashi
Japão

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sábado, 30 de agosto de 2014

Oséias 4 Comentários

Lições de Vida

Leitura Bíblica- Oséias 4
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

A falta de amor e verdade evidencia ausência de conhecimento correto de Deus, uma vez que tanto a verdade quanto o amor têm suas raízes no real conhecimento dEle.

Tanto quanto trevas resultam de falta de luz, erros resultam da falta da verdade, que é uma consequência da falta de Deus na sociedade. Paul R. House amplia esse princípio: “Oseias 4.1-3 é breve, contudo faz uma declaração abrangente da culpa de Israel e do castigo que vem sobre toda a terra com todas as suas criaturas... Faltam a Israel fidelidade, amor e conhecimento de Deus; isso leva à mentira, ao assassinato, ao roubo e ao adultério (4.1,2)”.

Então, tendo em vista a Palavra de Deus, o que falta à nossa sociedade onde prevalece a mentira, o assassinado, o roubo e o adultério? Falta fidelidade, amor e conhecimento de Deus!

House ainda diz: “A terra pranteia enquanto seus administradores cometem um pecado atrás do outro (4.3). A rejeição de Deus a favor de outros deuses conduz a um comportamento dissoluto. A quebra do primeiro mandamento conduz à quebra dos demais... Deus põe a nação toda debaixo da condenação. Os sacerdotes trocam a glória de Deus pela idolatria, e a nação segue seu exemplo (4.4-9)”. Que triste realidade!

A idolatria conduz à imoralidade, isso atrai o juízo divino (vs. 10-19). A busca pela sensualidade aumenta quando se deixa de buscar a Deus. Isso é idolatria do próprio corpo. Nos dias atuais a sensualidade talvez seja ainda mais intensa que nos dias de Oseias. Como acontecia entre os filhos de Israel, hoje prolifera até na igreja: Muitos não conhecem a Deus ainda que Seu nome esteja sendo mencionado.

Atenção, todos...! Mensagem do Eterno! [...]
“Ninguém é fiel. Ninguém ama. Ninguém sabe coisa alguma a respeito de Deus. Ficam xingando, mentindo, matando e roubando; o sexo é desenfreado; é pura anarquia; é assassinato atrás de assassinato! E, por causa disso, até a terra chora...” (vs. 1-3 AM).

Deus diz ao Seu antigo povo: “Israel é mula teimosa. Como Eterno vai poder conduzi-lo como uma ovelha para o pasto?” Então, o juízo virá: “O redemoinho os prendeu com suas garras. Seu culto ao sexo, afinal, os torna impotentes” (vs. 16, 19).

Seria uma mensagem para nosso tempo?
(adaptado)
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Oséias 4 Comentários Yoshitaka Kobayashi

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Oséias 4
Comentários  de  Yoshitaka Kobayashi

Sem amor, conhecimento de Deus e veracidade, o povo de Israel só cresceu na prática da mentira, assassinato, roubo, falar palavrões e adultério (4:1, 2). Deus viu que a prosperidade sem piedade e justiça  não trazia benefício algum  para as pessoas (4:3). A idolatria foi progressiva: inicialmente o primeiro rei de Israel do Norte fez bezerros de ouro para supostamente adorar o Deus de Israel. Depois, o rei Acabe e sua esposa Jezabel introduziram a adoração de Baal em Israel. Na época de Jeroboão II iniciou-se a adoração ao bezerro de ouro e a Baal dos sidônios.

Os falsos sacerdotes deveriam conhecer a vontade de Deus mais do que o povo de Israel. Mas esses sacerdotes não se preocupavam com Deus. Eles não eram levitas, tinham sido escolhidos de qualquer tribo e de entre todo o povo por Jeroboão I, o primeiro rei (1 Reis 12:31).

Deus permitiu a prosperidade do reino. Mas à medida que prosperaram também aumentou o pecado contra Deus (4:7). Oséias 4:10-14 destaca o mal do culto a Baal. A prostituição religiosa era realizada durante esses cultos na esperança de estimular Baal a abençoá-los e aumentar o seu gado e a produção agrícola. No entanto, Deus iria interromper sua prosperidade crescente, na esperança de que se arrependessem dos seus pecados e parassem o que eles estavam fazendo (4:10).

Deus se preocupava também com a outra parte do seu povo, isto é, o reino do sul. Ele queria manter Judá à distância do culto ao bezerro de ouro e da adoração de Baal e de ser influenciado por sua nação fraterna, Israel (4:15). Gilgal, Betel e Dã eram centros de culto religioso no norte de Israel. Qualquer um desses templos era nada mais do que um “templo de problemas”, como era Betel (ou Bete-Aven, como era chamado), que significa “Templo de problemas” ou “Casa de impiedade.”

Deus não suportava chamar essas pessoas idólatras e adúlteros de Seus. Eles prosperaram sem arrependimento. Eles amavam os cultos de prostituição de fertilidade. Viria sobre eles o julgamento divino representado pela palavra “redemoinho” (4:19 NVI).

Deus é paciente, mas também é justiça. Disponhamo-nos a amá-Lo e obedecê-lo sabendo que isto será para o nosso próprio bem!

Yoshitaka Kobayashi


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Oséias 3 Comentários

Lições de Vida

Leitura Bíblica- Oséias 3
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

“Comece tudo de novo. Ame sua esposa de novo, sua esposa que está na cama com o namorado mais recente, sua esposa infiel” (v. 1, AM). São tão fortes estas palavras de Deus a Oseias que alguns a minimizam alegando que Deus nunca pediria isso a um profeta.

“Não há dúvida nenhuma de que Deus aqui descreve a mercê que promete aos israelitas um tipo ou uma visão: pois são por demais toscos em seus conceitos os que acham que o Profeta casou-se com uma mulher que fora prostituta” – escreveu Calvino. Prefiro ser tosco antes que comece a ter dúvidas da historicidade de Jonas. Prefiro acreditar no “Assim diz o Senhor”.

Se o fato de Deus pedir ao profeta casar-se com uma prostituta é ser tosco, o que dizer de Deus relacionar-se fielmente com pessoas como nós, comparadas por Ele à prostituta? Pecador casar-se com prostituta até é tolerável; mas, o santo Deus amando pecadores perversos, ingratos e interesseiros como nós? – Só pela graça; e..., que graça!

Concordo com o teólogo Paul R. House quando declarou que, “desde o início, o casamento de Oséias com Gômer demonstra a graça e o amor imensurável e perdoador que [Deus] tem pelo povo escolhido”. Esse amor por nós, pecadores, é tão real quanto o casamento de Oseias com Gômer, a prostituta.

Não agimos com Deus como ela agiu com Oseias? “Ela é infiel, ingrata, sem compaixão, sem discernimento. Ela é inconsequente tanto quanto adúltera”, diz House. Porém, Deus nos ama como pediu que Oseias a amasse: “Ame-a do jeito que eu, o Eterno, amo o povo de Israel” (v. 1).

Após ter-nos de volta, Deus nos diz:
Chega de prostituição, chega de dormir com qualquer um por aí!
Você vai morar comigo e eu vou morar com você (v. 3).

Deus nos aceita! Ele anseia que você volte de onde está, por mais arruinado que estejas. Ele quer te restaurar (vs. 4-5), para que estejas “pronto para o desfecho da história de Seu amor”.

Não ignore esse amor! Não despreze o comprometimento do Senhor! Aceite-O como teu Salvador pessoal. Por amor e graça, o Filho de Deus entregou-se na cruz, para nos libertar de nossa desgraça.

Ele pagou caro para que correspondamos com Seu amor!

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Oséias 3 Comentários: Yoshitaka Kobayashi

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Oséias 3
Comentários  de  Yoshitaka Kobayashi

Neste capítulo o Senhor diz a Oséias: “Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera” (Os. 3:1a, NVI). Assim como Gomer havia abandonado a Oséias, assim também Israel havia abandonado a Deus. A ação de Oséias é uma ilustração viva da disposição divina de ir atrás de Israel e Seu povo de volta apesar de sua infidelidade.

Segundo os escritos de Moisés, um marido podia se separar de sua esposa, caso ela se envolvesse em fornicação ou adultério (Deut. 24:1; Mateus 19:9). No entanto, mesmo em caso de adultério e fornicação, o marido que ainda amava a sua esposa, podia trazê-la de volta e restaurar seu relacionamento com ela. Os israelitas haviam abandonado a Deus, mas o marido celestial ainda amava a Israel e queria restaurar o relacionamento com sua esposa.

Deus quer curar a infidelidade de Seu povo. Quando uma pessoa, seja marido ou mulher, demonstra-se incapaz de ser fiel a um relacionamento, o resultado é uma vida de sofrimentos e dificuldades. Todos corremos o risco de sermos infiéis a Deus, de darmos a Ele o segundo lugar em nossas vidas e aos outros “deuses” o primeiro lugar. Ao percebermos em nós esta situação, lembremos que o nosso Senhor é também nosso médico e pode devolver ao nosso coração a capacidade de amá-Lo como Ele merece ser amado.

Quão gratos podemos ser por termos um Deus amoroso e paciente em Seu trato conosco! Apesar de nossas falhas Ele vem atrás de nós e nos propõe um novo começo. Basta aceitarmos!

Yoshitaka Kobayashi

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Oséias 2 Comentários

Lições de Vida
Leitura Bíblica- Oséias 2
Comentários: Pr. Heber Toth Armí
O amor suporta melhor a dor da morte que a dor da traição. Nem mesmo Deus suporta ser traído, sabia? A dor da traição é muito pior que a morte. Quem trai não sabe; só o traído sabe que traição significa mais que perder a mãe.

Deus foi traído. Ele sabe o que é ser substituído por coisas banais. A nossa infidelidade causa a dor da traição e da rejeição em Deus. A traição é rejeição cruel, pois destrói vidas, famílias, empregos, sucesso, paz e felicidade própria e dos outros.

Trair a Deus não é diferente. Abandonar a Deus é a causa de terríveis males; e, Deus não é bonzinho, correndo atrás de mansinho. Ele deixa aquele que O trai e O abandona a sofrer as terríveis consequências de seus atos instintivos (vs. 1-13). Deus quer que o traidor entenda que ao Seu lado a vida era muito melhor (vs. 7-8).

Deus anseia que o pecador reconheça sua necessidade de um amoroso Salvador. Embora a traição acarrete incomensurável desgraça, mesmo assim Deus oferece graça!

Deus dá chances para quem não a merece. Ele mesmo diz aos que O traíram: “E, agora, aqui está o que vou fazer: Vou começar tudo de novo. Estou saindo com ela de novo, levando-a para o deserto, onde fizemos o primeiro passeio juntos, e vou cortejá-la. Vou levar flores para ela. Vou transformar o vale do Coração Partido em Portal da Esperança” (vs. 14-15 AM). Que Deus apaixonado!

No capítulo um de Oseias, Israel foi resgatado da prostituição (pecado). No capítulo dois, Deus dá uma chance, pois, após ter casado, sua noiva (esposa) de novo praticou o pecado (traição). Contudo, Deus continua apaixonado pelo povo ingrato. Parece que Deus é cego, surdo e mudo: cheio de esperança com quem não quer nada com Ele (vs. 16-23). Parece bobo, não?

Sim, geralmente o indiferente ao amor o confunde com bobagem, idiotice, tolice. Sim, quem ama faz loucuras. O que não se vê são pessoas que dizem amar a Deus fazendo loucuras por Ele!

Veja quanta promessa Deus faz (vs. 21-23). Ele não vê a hora de ser correspondido. Ele quer compromisso sério, sem tempo para pensar.

Ei! Você vai ficar aí parado(a) sem fazer nada? Não seja bobo(a)!
(adaptado)
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Oséias 2 Comentários Yoshitaka Kobayashi

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  Oséias 2
Comentários  de  Yoshitaka Kobayashi

Oséias 2:1 é uma continuação da bênção de Deus e da prometida prosperidade de Israel mencionadas em 1:10. Judá e Israel seriam novamente um só povo. O profeta Oséias poderia dizer a qualquer homem israelita: “meu irmão”, e a qualquer mulher israelita: “minha irmã”, pois eles se sentiriam como integrantes de uma família.

Esse era o desejo de Deus para eles, mas estas promessas eram condicionais, dependiam da cooperação deles para com os planos de Deus.

Oséias 2:2-13 descreve o comportamento vergonhoso do povo israelita (vv. 5, 10) e sua ignorância acerca do seu Deus (v. 8). A nação israelita não confiava no Deus com quem estava casada, e decidiu depender de nações que considerava mais fortes (Jeremias 2:25).

As maneiras de Deus para trazer sua esposa Israel de volta para Si mesmo eram: 1º)  impedi-la de alcançar relacionamentos significativos com outras nações (vv. 6, 7), para que ela dissesse: “Irei e tornarei para o meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora”(v. 7). 2º) privar o povo de seus prazeres, de modo que eles se lembrassem que o verdadeiro doador era o seu Deus, não seus amantes. Se não retornassem a Deus, eles perderiam o seu pão, água, lã, linho, bebidas (v. 5), grãos, vinho, azeite, prata, ouro (v. 8), uvas e figos (v. 12). Eles não teriam mais suas celebrações e festas (vv. 11, 13).

Oséias 2:14-23 retrata o modo de Deus levar Israel ao arrependimento e a uma condição de esperança. No começo Deus levaria Israel a um estado carente e problemático, de modo que escutasse a Deus. Uma atitude de ouvir a Deus é uma “porta de esperança” (v. 15 ARA e NVI). O forte desejo de Deus para restaurar a condição espiritual e o bom relacionamento com ele é demonstrado pelo uso de palavras tais como, vou atrai-la”, “falarei ao coração (ARA) / falarei com carinho (NVI)”, que também tem sentido de “sedução” (2:14). Deus queria trazer Israel de volta à mesma condição e estado de espírito que tinham quando saíram do Egito, cantando de alegria (v. 15).

Até o tempo de Oséias Deus permitiu que Israel o chamasse pela palavra comum Baal, que tinha o significado de “Mestre”. Entretanto, Deus queria que Israel entendesse sua relação com Ele como “marido e mulher” em vez de uma relação “mestre-servo” (vv. 16, 17). Deus queria estabelecer uma aliança matrimonial eterna com Seu povo, baseada na fidelidade, justiça, equidade, misericórdia e compaixão (vv. 19, 20).

Se Israel mantivesse um relacionamento correto com Deus, os céus e a terra responderiam e a terra forneceria comida para eles (vv. 21, 22). Que Deus misericordioso nós temos!

Yoshitaka Kobayashi
Japão


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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Oséias 1 Comentários

Lições de Vida

Leitura Bíblica- Oséias 1
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

O que seria absurdo para você? O que Deus pediria a você e você estaria disposto a não fazer? Observe o texto na Bíblia A Mensagem:
“Esta é a mensagem de Deus para Oséias...” [...]
“Encontre uma prostituta e case-se com ela.
“Faça desse prostituta a mãe de seus filhos” (vs. 1-2).

Pode ser que alguns adolescentes e jovens pós-modernos iriam amar um Deus assim. Você não acha? Espera! Atenção! O texto não é o que parece. Não é uma ordem para ninguém hoje, nem para as pessoas do passado; era uma ordem divina só para Oseias. Qual a razão?

“E aqui está a razão: toda esta nação se transformou num prostíbulo [o que seria de nossa igreja?]. Eles são infiéis a mim, o Eterno” (v. 2). Será que não estamos prostituindo nossa fé também? Não traímos a Deus com nossos interesses: trabalho, lazer, prazer, futebol, novela, cerveja, jogos, amigos, internet, pornografia, estudos, etc.? Absurdo! Ou somos sempre fieis a Deus?

Oséias obedeceu a Deus! Com a prostituta escolhida (Gômer), Oséias teve três filhos:
1. Primeiro, menino: Jezreel
2. Segundo, menina: Sem misericórdia
3. Terceiro, menino: Ninguém

O primeiro tem a ver com a intolerância de Deus, o segundo explica o primeiro e, o terceiro Deus explica: “Vocês se tornaram Ninguém para mim, e eu, o Eterno, sou Ninguém para vocês” (v. 9). Deus disse isso? Sim! E tem mais: O Espírito Santo inspirou esse capítulo para nos revelar que Ele pode pensar isso de nós que, em alguns momentos O ignoramos considerando-O como se fosse Ninguém. Já pensou nisso?

Sem tempo para Deus?

Todavia, Deus transforma Ninguéns em Alguéns. Deus é misericordioso, tanto que, como Oseias, Ele tem coragem de casar com prostituta – sim, Ele assume o compromisso de restaurar e dar dignidade a pessoas que, como eu, não é digno de nada, devido à miséria do pecado. Leia com oração os versos 10 e 11.

Neste texto, Deus revela o quanto Ele deseja salvar; entretanto, Ele não pode salvar ninguém no pecado. Ele salva do pecado. Por mais que você seja um Zé Ninguém Ele pode tornar-te Alguém – não o filho de um mero rei –, mas, um(a) filho(a) dEle mesmo (ou esposa honrada).

Ninguém pode ser Alguém sem Deus


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Oseias 1 Comentários Yoshitaka Kobayashi

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Oseias 1
Comentários  de  Yoshitaka Kobayashi

Ao tempo de Jeroboão II, em tempos de paz, o reino do norte prosperou e o território de Israel ampliou seu território a um tamanho quase igual àquele do tempo de Salomão (2 Reis 14:25).

Neste tempo em que Elias e Eliseu trabalharam fielmente para Deus, Ele escolheu mais dois profetas, Amós e Oséias, para trabalhar em favor do Reino do Norte de Israel. Oséias foi o último profeta a falar com as pessoas de lá. A idólatra e corrompida adoração dos bezerros de ouro e Baal foram predominantes, e os males sociais se tornaram intoleráveis durante o período próspero de Jeroboão II (793-753 aC). Neste período, durante cerca de 30 anos, as mensagens de Oséias foram dadas ao norte de Israel (755-725 aC).

Perto do fim do longo reinado de Jeroboão II (793-753BC), Deus falou para Oséias tomar (de volta) a esposa adúltera (1, 2). Esta foi uma ilustração do amor de Deus para Israel. No início Israel era a pura esposa de Deus (2, 7), como, provavelmente, também era a esposa de Oséias. Deus queria ter Israel de volta, assim como Oséias aceitou de volta sua esposa. Deus aceitaria o retorno da arrependida esposa Israel (“Voltarei a estar com o meu marido como no início”, 2:7 NVI). Então Oséias deveria aceitar a esposa de volta e amá-la, assim como às crianças que dela nasceram

Deus disse a Oséias para dar a seu primeiro filho o nome Jezreel (1:4). Mais tarde, Jeú matou Jezabel, mulher de Acabe, e todos os que ficaram da casa de Acabe, em Jezreel (2 Rs 9: 30-37; 10:14). Assim, o nome do filho de Oséias, “Jezreel” ["Deus espalha", NVI] representava um sinal de que Deus iria punir Israel, incluindo Jeú que não obedeceu a Deus nem se afastou dos pecados de Jeroboão (2 Reis 10:31). A filha de Oséias, lo’-ruhamah, significa “Desfavorecida” [Ou: "Não-amada”, NVI]. Isto profeticamente representava a destruição do reino do Norte de Israel pela Assíria. Aqueles que desobedecem a Deus são lo-ami, “Não meu povo”, o nome de outro filho de Oséias.

No entanto, Deus aceita com amor todos aqueles que estão dispostos a retornar para Ele, e, unidos como um só ao Seu povo, viver sob Sua proteção e prosperar (1:10-11).

Yoshitaka Kobayashi
Japão

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Daniel 12 Comentários

Lições de Vida

Leitura Bíblica- Daniel 12
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Você já leu o jornal de hoje? Você concorda com toda a interpretação dada aos fatos? Você já imaginou ler a Bíblia todos os dias como leitores assíduos de jornais? É prudente saber que ela é mais relevante para a vida que jornais. Suas profecias são mais atuais que o jornal de amanhã, e, ainda totalmente confiáveis.

Estudando as profecias de Daniel aprendi que jamais qualquer Império mundial, por maior que fosse, por mais poderoso ou cruel, por mais ousado que fosse, ... nenhum império intimidou a Deus – nem mesmo o império do diabo. Se você conhecesse a esse Deus de verdade e sem superficialidade você se entregaria e confiaria constante e totalmente a vida a Ele.

Ao estudar profecias, há quem declara que as profecias são todas relacionadas apenas com o tempo e região do profeta (preterismo); outros alegam que elas têm dupla aplicação, histórica e futurista (futuro). Todavia, um estudo sério e exegético da escatologia revela que profecia apocalíptica é histórica (historicista).

O equilíbrio na interpretação bíblica é fundamental, principalmente nas profecias. Observe:

1. Como em profecia apocalíptica um dia equivale a um ano: 1290 dias são 1290 anos (v. 11).
2. Da mesma forma, 1335 dias representam, profeticamente, 1335 anos (v. 12).

Os dois períodos iniciam em 538, quando nada mais impediu o bispo de Roma assumir as rédeas da religião mundial com autoridade acima da política. O período mais curto encerrou em 1798, com a derrocada do Papa Pio VI, e, a igreja perdeu sua autoridade. Durante esse período a verdadeira adoração foi adulterada. Com a morte do Papa, o estudo da Bíblia foi liberado.

Os 1335 anos encerram pouco depois do primeiro período, em 1843; quando seriam “abençoados os que persistiram pacientemente” (v. 12 AM) – o remanescente. Neste tempo, não somente a Bíblia, mas as profecias apocalípticas foram estudas e proclamadas mundialmente com veemência, resultando num despertamento (reavivamento) pela verdade.

No tempo do fim, “homens e mulheres que viverem de forma sabia e justa brilharão como a noite sem nuvens, repleta de estrelas. E os que conduzirem outras pessoas ao caminho certo brilharão como estrelas para sempre [...], os que viverem de forma sabia e justa entenderão tudo” (vs. 3, 10). Aleluia!
Deus conta comigo e você!
(adaptado)

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Daniel 12- Comentários de Koot van Wyk

Reavivados por Sua Palavra
Leitura Bíblica  - Daniel 12
Comentários  de  Koot van Wyk

Neste capítulo, Daniel vê a ordem mundial como a conhecemos chegando ao fim e Miguel (Cristo), nosso Sumo Sacerdote, concluindo Seu juízo investigativo. Ele é o “príncipe que protege os fiéis a quem Daniel também pertence” (v. 1). Os comentaristas não concordam se Daniel 11:45 e capítulo 12: 1 são ou não eventos simultâneos. O judaísmo entende que os versos 1-4 são a conclusão do capítulo 11.

Cristo, que estava assentado com Seu Pai no trono irá Se levantar. Isto ocorre durante o tempo da tribulação “como nunca aconteceu desde que houve nação”. Quando Ele se levanta, fecha-se a Porta da Misericórdia. Antes Miguel era descrito como “O Príncipe”, mas aqui em Seu estado de glorificação após a conclusão do processo de expiação, Ele é “O Grande Príncipe”.

Começa, então, o tempo de angústia de Jacó. Contudo, “naquela ocasião o Seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no Livro [da Vida] , será liberto” (v. 1b NVI). Estes são os remanescentes fiéis ainda vivos. Uma parte dos que dormem o sono da morte serão ressuscitados, “acordarão” (v. 2 NVI). Uns para a vida eterna, e outros, como os que feriram a Cristo,  para a vergonha eterna e destruição final Cristo (v. 2). (Apoc 1: 7). Todos os que aceitam a Cristo como Salvador serão chamados sábios, e todos aqueles que estiveram envolvidos ativamente no negócio mais importante de Deus, ganhar almas, brilharão como as estrelas para sempre (v. 3).

O Livro de Daniel deveria ser selado até o tempo do fim (v. 4). Depois de 1798, data que marca o início do tempo do fim (11:35), entendimento mais completo seria dado. Também o conhecimento iria aumentar rapidamente (v. 4). Esta data é obtida quando o ser vestido de linho ergue suas mãos, jurando que estes dias se cumpririam após “tempo, tempos e metade de um tempo” (v.7a). Daniel entendeu que cada tempo corresponderia a um ano de 360 dias, o que totaliza 1.260 dias proféticos ou anos literais, o que nos leva ao período de domínio secular papal de 538 a 1798.

O ser vestido de linho continua: “Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas essas coisas se cumprirão” (v. 7b NVI). Daniel ouviu tudo isso, mas não entendeu (v. 8). Ele ainda queria saber “qual será o resultado de tudo isso?” O que acontecerá então? A mensagem que veio a Daniel dizia que ele tinha que seguir o seu caminho, porque estas palavras estavam fechadas e seladas até o fim (v. 9).

Aquele que falava a Daniel fornece a partir de agora informações adicionais a respeito dos fiéis. Eles serão purificados, sem manchas, através do processo de santificação, e sua fé em Cristo será testada. Diariamente a justiça será vista em suas vidas, porque eles não mais andam em seus maus caminhos (v. 10). Mas os ímpios continuarão seus maus hábitos, encobrimento seus pecados, participando timidamente da verdadeira adoração de Deus, da boca para fora, em vez de rendição do coração. No entanto, aqueles que são sábios andarão com Cristo e Seu Espírito e “entenderão”.

Aqui são dados, então, dois elementos de tempo que não haviam sido dados antes a Daniel e sobre os quais nenhuma informação adicional é fornecida: 1290 dias (v.11) e 1335 anos (v.12).

Não foi dado a Daniel nenhum período de tempo após o encerramento da profecia dos 2300 anos. No entanto, foi dada resposta à pergunta de Daniel de como tudo iria terminar. Os tempos difíceis da história durante a Idade Média mencionados anteriormente deveriam terminar em 1798, mas iriam recomeçar logo antes do final. Daniel ainda não entende tudo, mas é orientado a seguir o seu caminho e descansar (dormir em Cristo): “você se levantará para receber a herança que lhe cabe” (v. 13 NVI). Este evento marcará o final do tempo histórico e o início da eternidade.

Não há nenhuma posição oficial de nossa denominação a respeito dos 1.290 e 1.335 dias. As informações que dispomos a respeito disto são as que tem sido divulgadas de pesquisas particulares.

Querido Deus,
Não sabemos quando Jesus virá; tudo o que sabemos é que a Sua Vinda está próxima. Se tivermos que ir para o nosso descanso, que seja em Jesus, e se continuarmos vivos, sustenha-nos em Teus braços. Amém.

Koot van Wyk
Coreia do Sul.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Daniel 11 Comentários

Lições de Vida
Leitura Bíblica- Daniel 11
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Avidez por novidades desemboca em especulações esdrúxulas, são interpretações vazias, contrárias à vontade de Deus. Especulações geram sensacionalismo, entristece a Deus e satisfaz a Satanás.

No comentário deste capítulo, o Dr. Jacques Doukhan observa que as primeiras palavras, imediatamente depois do capítulo 10, nos faz voltar ao tempo de Dario quando Daniel recebera sua visão das 70 semanas (9:1). E nos adverte a olhar a mensagem de Daniel 11 com a perspectiva da esperança messiânica.

O anjo Gabriel reconta a história desde Dario (vs. 1-2). Os versículos 3 e 4 se referem ao império da Grécia e, então a profecia faz alusão ao império romano e se concentrará no período que durará até o tempo do fim (vs. 5-45). Este último período descrito como um conflito é o mesmo que engloba o chifre pequeno de Daniel 7 e 8, e os pés de Daniel 2.

O reino do norte,

1.Desafia Deus ao procurar usurpar Seu lugar (vs. 36-37);
2. Profana o Santuário e cancela o sacrifício diário (v. 31);
3. Estabelece-se na terra gloriosa e ataca o pacto santo (vs. 28, 30);
4. Sai do norte como o chifre pequeno (v. 9);
5. Morre da mesma forma que o chifre pequeno (v. 45);
6. Refere-se à Roma na fase religiosa: Igreja Católica Apostólica Romana.

Os últimos versículos (40-45) focam o tempo do fim. Não se referem às organizações terroristas muçulmanas. Em paralelo com Apocalipse 17 e 18 o reino do norte (o chifre pequeno) equivale à grande Babilônia. O faraó do Egito aponta para a resistência a Deus. Assim, os reinos do norte e do sul demonstram a união total de todas as forças do mundo, religiosas e politicas, contra Deus: O Armagedom.

Note o resumo do Dr. Alberto Treiyer:
1. Rei do Sul: Egito, o poder secular que nasceu com a revolução francesa;
2. Rei do Norte: Babilônia, é Roma e todos os poderes religiosos que no fim se unem a ela em pontos comuns (ecumenismo).

O Armagedom é a luta entre ser fiel a Deus ou ao homem. Enfim, a humanidade toda se unirá aos poderes mundiais para combater a Deus e a Seu povo; porém, Deus intervirá e salvará Seu povo. Jesus virá como Rei dos reis. Aleluia!

Daniel 11-Comentários: Koot van Wyk

Reavivados por Sua Palavra

Leitura Bíblica  - Daniel 11
Comentários  de  Koot van Wyk

Daniel recebeu várias visões sobre a sucessão das potências mundiais, cada uma agregando mais informações que a anterior (caps. 2,7,8,9,10-12). Os capítulos 10 a 12 formam uma unidade e, em 11:1, Gabriel continua sua fala, iniciada em 10:19, informando que um ou dois anos antes, no primeiro ano de Dario, o havia apoiado pessoalmente. Quem sabe não foi Gabriel quem acalmou os leões, em seu trabalho para garantir a vitória de Daniel contra seus acusadores?

Gabriel, olhando agora para o futuro, descreve (v. 2) os próximos 4 reis da Pérsia, ressaltando o poder e ambição do quarto. Este não foi ninguém menos que Xerxes (a pronúncia grega de Ashuerosh, ou Assuero, 486 a 465 aC), a quem conhecemos como o marido de Ester. A grande festa de Ester 1 mostra o esforço de Assuero em conseguir apoio militar para sua campanha contra a Grécia. Sua derrota nas batalhas de Salamina (480 aC) e Plateia (479 aC) enfraqueceu a Pérsia e fortaleceu as cidades-estado gregas que, mais tarde, sob o domínio de Alexandre, expandiriam o domínio helênico até o Egito e ao ocidente da Índia (v. 3) [1, Maxwell, p. 298]. 

Nos versos 4 a 14, Gabriel descreve os embates políticos e militares entre dois dos quatro reinos  resultantes da divisão do império de Alexandre pelos seus quatro principais generais: Cassandro (Grécia e Macedônia), Lisímaco (Trácia e norte da Turquia), Seleuco (sul da Turquia, Síria, Babilônia, Pérsia, até à Índia) e Ptolomeu (Egito, Líbia e Palestina). Estes dois últimos, ao norte – o Selêucida – e ao sul da Palestina – Ptolemaico-, que alternaram entre si a posse da Terra Santa no período que conhecemos como intertestamentário, são o foco destes versos.

Já a partir do verso 15 pode-se identificar a ascenção e domínio de Roma, o novo império que chegaria a partir do norte, onde podem- se identificar as referências a Cleópatra (v, 17), Júlio César (v. 17-19), Augusto (v. 20), e a morte de Jesus, o Príncipe da Aliança, (v. 22). 

Do verso 21 até o verso 39, podemos ver a progressiva atuação espiritual de Roma, com clara identificação com a atividade do chifre pequeno das visões dos cap. 7 e 8 [2, Andrews]. Destaque ao ataque ao Santuário, e o seu serviço, símbolos da intercessão de Jesus, e a introdução de um sistema de salvação baseado em obras e intercessão humanas, a “abominação desoladora”.

Nos emociona ver Gabriel contar a Daniel sobre um “povo que conhece ao seu Deus … forte e ativo” (v. 32), que mesmo sob cruéis ditaduras ensinaram “a muitos” (v. 33), perseguidos “até o tempo do fim” (v. 34).  Valdenses, lolardos, hussitas, luteranos, anabatistas, huguenotes e católicos romanos sinceros que “preferiram morrer afogados ou enforcados ou queimados na estaca ou torturados ou aprisionados, a abdicar de sua fé” em resistência ao “espírito de tirania medieval” [1,Maxwell, p. 311].  A reforma protestante foi o “pequeno socorro” do verso 34. [3, CBASD].

É interessante notar que nestes versos, foram revelados a Daniel os aspectos históricos do poder opositor a Deus durante a Idade Média e do remanescente de Deus, enquanto João, em Apocalipse 13, destaca os aspectos religiosos, estendendo este período até o fim.

É oportuno dizer que a Igreja Adventista não tem uma interpretação oficial quanto aos versos 36-45, em especial aos versos 40-45, que são claramente profecias a serem cumpridas. É mera especulação dizer que o verso 45 mostra que os EUA, enquanto segunda besta de Apoc. 14, instalará a sede de seu domínio em Jerusalém (Monte Santo), entre os mares (Mediterrâneo e Morto)

Cabe aqui, com muita propriedade, o comentário da Bíblia de Andrews [2]: “Este texto destaca as tentativas, nos últimos tempos, do inimigo de Deus em estabelecer um controle duradouro sobre todo o mundo. Os precisos eventos na Terra são agora conhecidos apenas por Deus. Predições proféticas são dadas na Bíblia não para que se façam especulações a respeito do futuro, mas para a construção da fé após eles terem passado (ver as palavras de Jesus em João 14:29)”.

Querido Deus,

Ao vermos o fiel cumprimento dos eventos preditos na profecia, nossa fé é fortalecida. No entanto, diante da demora e da incerteza acerca dos eventos futuros pedimos que mantenhas viva a nossa fé e a certeza de que em breve Tu, ó Deus, triunfarás e haveremos de desfrutar da eterna herança contigo. Amém.

Koot van Wyk, DLitt et Phil, ThD.
Kyungpook National University
Sangju, South Korea.

Fonte:

http://www.palavraeficaz.com/

domingo, 24 de agosto de 2014

Daniel 10- Comentários

Lições de Vida

Leitura Bíblica- Daniel 10
Comentários: Pr. Heber Toth Armí

Daniel é um livro de oração, porque quem o escreveu viveu em oração. Se as pessoas soubessem o efeito da oração, dedicariam a vida a essa ação. Há um grande conflito entre o bem e o mal, precisamos da oração para promover o bem.

Em seu extraordinário livro Arilton Oliveira chama-nos a atenção para tal conflito: “O texto bíblico deixa claro que por traz do rei da Pérsia estava o príncipe do mal, Satanás, que deseja interferir nos planos de Deus. Neste ‘grande conflito’ Daniel ‘viu’ uma luta muito intensa. De um lado estava um ‘anjo mau’ agindo para frustrar os desígnios divinos, e do outro, possivelmente o anjo Gabriel...”.

Consequentemente, “para ter vitória nesse conflito precisamos nos entregar à oração, ao jejum, ao pranto e ao quebrantamento. Precisamos discernimento para entender a luta que se trava no mundo visível”, comenta Hernandes Dias Lopes. Nosso capítulo de estudo, pode ser assim divido:

1. A importância do jejum para a vida espiritual (vs. 1-3);
2. Jesus Se revela àquele que jejua (vs. 4-6);
3. Quem ora recebe explicação, outros não (v. 7);
4. A presença de Jesus impressiona (vs. 8-9);
5. Quem ora recebe conforto do Céu (vs. 10-11);
6. O anjo Gabriel vem do Céu a Terra para auxiliar a quem ora (vs. 12-14);
7. Humildade caracteriza quem experimenta a presença do ser celestial (vs. 15-17);
8. Gabriel fortalece àquele que ora por discernimento espiritual (vs. 18-21).

Precisamos aprender pelo exemplo de Daniel a enfrentar com oração todos os nossos problemas. Reclamando, culpando, criticando ou com arrogância, estupidez e grosseria não é característica de verdadeiros filhos amados de Deus.

Precisamos entender que a oração é fundamental para que a atuação de Deus nos alcance; não que Deus dependa de nossas orações para agir, é por meio dela que demonstramos às hostes satânicas que pertencemos a Deus. Quando oramos e jejuamos damos total liberdade para Deus agir contra Satanás que nos assedia.

Deus entra nessa luta universal para valer. Ele nunca perde nenhuma batalha. Jesus veio ao mundo, lutou, sangrou, e, morreu; porém, ressuscitou, pois Ele é mais poderoso que Satanás e mais forte que a morte. Sua vitória é eficaz, e, nossa única segurança e esperança de vencer.

Louve-O. Adore-O. Exalte-O! Glorifique-O!

Imagens do Google – editado por Palavra Eficaz
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 “Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

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